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10 livros para ler no feriado (e esquecer do trabalho)

Seleção da EXAME reúne dez livros para ler no Dia do Trabalhador — de Sally Rooney a Clarice Lispector, Han Kang e F. Scott Fitzgerald

Livros: veja recomendação para o feriado (Westend61/Getty Images)

Livros: veja recomendação para o feriado (Westend61/Getty Images)

Publicado em 1 de maio de 2026 às 05h55.

O dia 1º de maio, feriado do Dia do Trabalhador é, com certa ironia, o melhor momento para parar de trabalhar.

Nenhuma reunião, nenhum Slack, nenhuma planilha. Só você, o sofá e um livro que não tem nada a ver com as metas do trimestre.

A seleção dos livros, feita por jornalistas da EXAME, mistura ficção e não ficção — e foi pensada para quem trabalha demais e lê de menos.

  1. Intermezzo — Sally Rooney
    Dois irmãos muito diferentes tentam lidar com o luto do pai enquanto navegam relacionamentos impossíveis. Rooney escreve sobre uma geração que trabalha demais e sente tudo intensamente. É o livro mais maduro da irlandesa.
  2. A Natureza da Mordida — Carla Madeira
    Uma psicanalista aposentada e uma jovem jornalista se encontram num sebo de domingo e iniciam uma amizade improvável. As duas carregam perdas que demoram a revelar. Romance sobre o que não pode ser desfeito — e o que ficamos sem saber.
  3. A Vegetariana — Han Kang
    Uma mulher comum decide parar de comer carne. O gesto simples desencadeia uma ruptura completa com a família, o marido e a sociedade. A Nobel coreana usa o corpo como campo de batalha entre conformidade e liberdade.
  4. Conversa na Sicília — Elio Vittorini
    Um homem deixa Milão e volta à Sicília para visitar o pai que nunca conheceu bem. O que começa como viagem vira uma conversa sobre pobreza, memória e o que significa ser do lugar onde se nasceu. Clássico italiano de 1941, mais atual do que parece.
  5. Madonna de Casaco de Pele — Sabahattin Ali
    Istambul, anos 1930. Um jovem turco se apaixona por uma artista alemã em Berlim e o encontro muda tudo. Romance sobre amor impossível e identidade nacional escrito por um autor preso por suas ideias e assassinado em 1948. Um dos livros mais vendidos da Turquia até hoje.
  6. Suíte Tóquio — Giovana Madalosso
    A babá Maju pega a filha da patroa e desaparece. A mãe, Fernanda, demora horas para perceber o sumiço. Narrado em vozes alternadas, o livro é um duelo de classe, maternidade e desejo entre duas mulheres que nunca deveriam entender uma à outra — e entendem.
  7. A Hora da Estrela — Clarice Lispector
    Macabéa é nordestina, datilógrafa, invisível. Rodrigo S. M. é o narrador que não consegue largar ela. Clarice escreveu seu último romance em 1977 como uma pergunta sobre quem tem o direito de existir — e quem decide isso.
  8. As Perfeições — Vincenzo Latronico
    Anna e Tom são um casal de nômades digitais em Berlim: criativos, progressistas, perfeitamente instagramáveis. Por dentro, o vazio. Finalista do Booker International 2025, é um espelho incômodo para quem se reconhece nessa vida.
  9. O Grande Gatsby — F. Scott Fitzgerald
    Nova York nos anos 1920. Jay Gatsby joga festas imensas para impressionar uma mulher que não vai aparecer. Um dos maiores romances americanos — sobre ilusão, classe e a impossibilidade de recuperar o passado. Tem 100 anos e não envelheceu.
  10. Ioga — Emmanuel Carrère
    Carrère começa escrevendo um livro sobre meditação e termina internado numa clínica psiquiátrica. O que está no meio é uma das autoficções mais honestas e desorientadoras dos últimos anos. Leitura para quem aguenta olhar de perto.
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