Oi: drama hoje, incerteza amanhã  

Na Oi, é hora de costuras. A empresa começou, esta semana, a discutir alternativas com os credores enquanto prepara seu plano de recuperação de 65 bilhões de reais a ser apresentado à Justiça nos próximos 60 dias.  A visão de especialistas é que, devido ao seu tamanho e importância, a empresa conseguirá fechar um acordo. A Oi, portanto, não vai quebrar, mas que empresa vai sair do outro lado do túnel?

Mesmo após reestruturar suas dívidas, um problema já existente deve perdurar: a companhia precisa de muito dinheiro para investir em internet e em telefonia móvel e competir com as maiores concorrentes, Vivo e Claro. Segundo analistas do banco BTG Pactual, após a reestruturação, a companhia deverá continuar gerando 7 bilhões de reais por ano em lucro operacional.

“Esse valor não será suficiente para financiar os 8-9 bilhões de reais que seus principais concorrentes, Claro e Vivo, investem no país”, dizem os analistas Carlos Sequeira e Bernardo Teixeira, do BTG, em relatório. A saída, segundo os analistas, seria a já tão discutida fusão com a Tim. O negócio criaria uma companhia com um lucro operacional acima dos 12 bilhões de reais por ano – valor suficiente para investir tanto quanto as concorrentes. A ideia não é nova e sempre esbarrou na Telecom Itália, controladora da Tim, que queria assumir o controle da nova empresa.

No cenário traçado pelos analistas do BTG, a Oi poderia fazer uma proposta para adquirir a concorrente, e não o contrário, como sempre foi discutido. “A Oi já reestruturada poderia fazer uma oferta por 100% da Tim por um valor de 8,90 reais por ação, um prêmio de 29% sobre a cotação atual das ações da empresa”, afirmam os analistas do banco. Neste cenário, a Oi pagaria 21,5 bilhões de reais pela concorrente. Mas um plano por vez. Primeiro, a Oi precisa evitar sua falência. O futuro é tema para o futuro.

 

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