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Home office pode levar a cortes nos salário? No Facebook, sim

Mark Zuckerberg, fundador da gigante de tecnologia, diz que adaptará salários ao custo de vida dos funcionários num mundo pós-coronavírus
Facebook: empresa busca ter 50% dos funcionários trabalhando remotamente nos próximos anos (Reuters/Dado Ruvic)
Facebook: empresa busca ter 50% dos funcionários trabalhando remotamente nos próximos anos (Reuters/Dado Ruvic)
Por Da RedaçãoPublicado em 22/05/2020 07:57 | Última atualização em 22/05/2020 07:57Tempo de Leitura: 2 min de leitura

A nova forma de trabalho à distância trazida pela pandemia do coronavírus deve mudar a vida corporativa para sempre. Empresas como Twitter e Square, nos Estados Unidos, e XP e Nubank, no Brasil, já anunciaram projetos para alongar o home office até o fim do ano ou, em alguns casos, para sempre.

Trabalhar de casa tem seus confortos, sobretudo em grandes cidades como São Paulo ou Rio de Janeiro, onde o deslocamento até o escritório pode consumir horas do dia dos funcionários. A nova moda, com uma enxurrada de videoconferências, também fez com que a empresa de tecnologia Zoom virasse uma das queridinhas do mercado, com valor maior que qualquer companhia brasileira, inclusive Vale e Petrobras.

Mas ontem o fundador do Facebook, Mark Zuckerberg, trouxe uma nova problematização adicional para a discussão sobre o futuro do trabalho. Segundo ele, a tendência é que os salários sejam adaptados à localização dos funcionários. A meta do Facebook é ter 50% dos funcionários trabalhando remotamente nos próximos 10 anos e, para isso, Zuckerberg anunciou que vai aumentar as contratações remotas de forma "agressiva".

A lógica de Zuckerberg é que, sem os custos de vida do Vale do Silício, é natural que os funcionários também não precisem receber os salários do Vale do Silício. São Francisco, epicentro da região com mais empresas de tecnologia dos Estados Unidos, tem o custo de vida mais alto do país. O aluguel de um apartamento de dois quartos na cidade só fica atrás de Hong Kong entre os mais altos do mundo, segundo o Deutsche Bank -- custa em média 3.600 dólares por mês (20 mil reais).

 

O custo de vida alto, aliado à competição entre as startups, faz com que o salário médio de entrada para engenheiros e programadores em São Francisco seja de 91.000 dólares por ano (ou mais de 500.000) reais. Com funcionários trabalhando longe da cidade mais cara do país, a gigante de tecnologia pretende reduzir esse custo.

No Brasil, o custo de vida em bairros centrais de São Paulo ou do Rio de Janeiro também é muito mais caro que em cidades do interior, por exemplo. Será que a moda de pagar de acordo com o endereço pega?