Alexandre Forcin e Carlos Eduardo Correia dos Santos, da Okê: empresa planeja continuar investimento em tecnologia em 2026
Publicado em 2 de janeiro de 2026 às 09h47.
Avaliar, recrutar, contratar e desenvolver. A rotina da área de Recursos Humanos (RH) pode ser cansativa e repetitiva — o que, para algumas empresas, é sinal de oportunidade.
Uma delas é a Okê, que aposta em terceirização de mão de obra, trabalho temporário, tecnologia e treinamento corporativo. Hoje, a empresa atende grandes empresas em todo o país por meio de processos digitais e menos burocráticos.
O negócio foi fundado por Carlos Eduardo Correia dos Santos, de 44 anos, formado em administração de empresas. Natural de Porto Alegre e morando atualmente em São Paulo, ele empreende desde a época da faculdade e criou a empresa em 2008, quando trabalhava como consultor empresarial.
Em 2012, o empresário passou a contar com o sócio Alexandre Forcin, hoje diretor operacional. A empresa ganhou o nome Okê e a consultoria empresarial foi ampliada para atuar também no setor de recursos humanos.
Ao longo do tempo, a empresa mudou o modelo de atuação até chegar ao formato atual. Começou como consultoria em gestão, passou por recrutamento, seleção e terceirização de call center.
Atualmente, a terceirização de mão de obra é o principal serviço da empresa. Nesse modelo, a Okê fornece profissionais e assume a gestão dos processos operacionais.
Outro serviço é a oferta de profissionais temporários. A legislação brasileira permite esse tipo de contratação para diferentes cargos e níveis salariais, desde que seja realizada por empresas autorizadas pelo Ministério do Trabalho.
Na prática, a empresa cuida de todas as etapas de recrutamento, contratação e gestão dos profissionais alocados nos clientes.
"Enquanto muitas empresas suspendem admissões em períodos de fechamento fiscal, a Okê mantém contratações ao longo de todo o mês", explica Santos.
Todo o processo é automatizado e feito de forma online. A Okê também disponibiliza tecnologias como ERP, call canter e robôs de atendimento.
No recrutamento, o modelo também foge do padrão. A empresa realiza o briefing da vaga em conjunto com o cliente, trabalha com minicurrículos e apresenta poucos candidatos, já alinhados ao perfil buscado. "A ideia é ganhar tempo e eficiência para o cliente", diz.
Com esses serviços, a companhia faturou R$ 106 milhões em 2024, alta de 328% em relação aos 12 meses anteriores. O resultado colocou a empresa no ranking Exame Negócios em Expansão 2025, na categoria de companhias com receita entre R$ 30 milhões e R$ 150 milhões.
Em 2025, espera fechar com um crescimento de cerca de 54%. Além disso, ampliou a base de profissionais alocados de 1.300 para cerca de 2.300 pessoas, com operações concentradas principalmente em estados como São Paulo, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro e Pará.
No mesmo período, passou a fechar, em média, 300 vagas por mês e chegou a 35 clientes ativos, a maioria de grande porte, especialmente dos setores financeiro e varejista.
Para 2026, a Okê avalia o cenário com cautela. Fatores como o calendário eleitoral, a Copa do Mundo, o volume de feriados e a insegurança jurídica seguem no radar.
Internamente, o foco será reforçar a cultura organizacional e continuar investindo em tecnologia, incluindo o uso de inteligência artificial nos processos.
Para o fundador, a expectativa é manter o ritmo de crescimento sem abdicar da agilidade operacional.