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Com lei nova e shows em alta, empresa de biometria dobra receita

Startup BePass opera em estádios como Maracanã, Allianz e Arena Barueri, palco do clássico Palmeiras x São Paulo neste sábado. Projeção é faturar R$ 30 milhões em 2026

Ricardo Cadar: "mais de três quartos dos torcedores que frequentam jogos da Série A do Brasileirão entram nos estádios por meio da nossa tecnologia" (Divulgação/Divulgação)

Ricardo Cadar: "mais de três quartos dos torcedores que frequentam jogos da Série A do Brasileirão entram nos estádios por meio da nossa tecnologia" (Divulgação/Divulgação)

Publicado em 23 de janeiro de 2026 às 14h36.

Última atualização em 23 de janeiro de 2026 às 18h40.

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A Bepass entra em 2026 com um plano claro de crescimento. A empresa se prepara para atuar em outros mercados, ampliar a presença no futebol brasileiro e avançar no universo dos grandes eventos.

A ambição é se tornar para as pessoas o equivalente ao que o Sem Parar representa para os veículos, explica o fundador Ricardo Cadar

Ou seja, permitir que a pessoa se cadastre uma única vez na plataforma e possa acessar, por exemplo, prédios residenciais e comerciais, além de estádios ou eventos.

Mineiro e engenheiro civil de formação, Cadar criou sua primeira empresa aos 19 anos, ainda na faculdade, no setor de construção.

Foi em 2013, no entanto, que passou a buscar novas oportunidades de mercado, ao ter contato com uma empresa de biometria facial.

"Era algo impensável, quase uma ficção científica na época", lembra.

Em 2016, Cadar se mudou para os Estados Unidos para se aprofundar no tema. Lá, passou dois anos estudando e trabalhando com as soluções mais avançadas do mundo.

Ao retornar ao Brasil, assumiu em 2019 o comando de uma operação voltada principalmente ao setor público e à educação.

Com o aprendizado acumulado, decidiu em 2022 fundar a Bepass com o objetivo de resolver o problema do acesso físico de grandes volumes de pessoas no país.

Do Allianz Parque à liderança no futebol

A empresa ganhou escala quando a presidente do Palmeiras, Leila Pereira, buscava uma solução para acabar com o cambismo no Allianz Parque.

O contrato foi assinado e, ao final de 2022, a Bepass implementou o primeiro sistema 100% biométrico de um estádio no mundo. A partir desse marco, a companhia se consolidou como referência no setor.

Hoje, a Bepass tem sistemas instalados em estádios como Allianz Parque, MorumBIS, Maracanã, Nilton Santos, Arena do Grêmio e Vila Belmiro.

A operação na Arena Barueri, recém batizada Arena Crefisa Barueri e designada casa dos jogos do Palmeiras neste primeiro semestre de 2026, inicia neste sábado, 24 de janeiro, no clássico entre Palmeiras e São Paulo.

Ao todo, a empresa atende 7 dos 12 maiores clubes do Brasil e detém cerca de 76% de participação entre as torcidas. 

"Isso significa que mais de três quartos dos torcedores que frequentam jogos da Série A do Brasileirão entram nos estádios por meio da nossa tecnologia", explica. O objetivo para 2026 é assinar mais dois ou três contratos com esses grandes times.

Fora do Brasil, a Bepass iniciou um movimento estratégico pela América Latina, com contrato já assinado na Argentina, propostas em andamento no México e planos para Chile e Peru.

Resultados e crescimento

Os benefícios de contratar a Bepass se refletem em ganhos diretos para operadores, clubes e produtores de eventos. A tecnologia reduz filas, acelera o fluxo de entrada, combate o cambismo e praticamente elimina o uso de ingressos falsos.

Ao mesmo tempo, aumenta o nível de segurança, ao permitir identificar quem está dentro de um estádio ou evento. Para o público, a experiência se torna mais rápida, intuitiva e confortável.

Todo esse trabalho fez com que a companhia entrasse no ranking EXAME Negócios em Expansão 2025, na categoria de empresas que faturaram entre R$ 5 milhões e R$ 30 milhões. 

Em 2024, a Bepass registrou uma receita de R$ 7,6 milhões, crescimento de 448% em relação ao ano anterior, quando faturou R$ 1,4 milhão.

No ano passado, a empresa atingiu um faturamento de R$ 15 milhões e ampliou seu time para 52 funcionários.

Para este ano, a expectativa é repetir esse ritmo e alcançar R$ 30 milhões em receita.

O que é o ranking Negócios em Expansão

O ranking EXAME Negócios em Expansão é uma iniciativa da EXAME e do BTG Pactual (do mesmo grupo de controle da EXAME).

O objetivo é encontrar as empresas emergentes brasileiras com as maiores taxas de crescimento de receita operacional líquida ao longo de 12 meses.

Em 2025, a pesquisa avaliou as empresas que mais conseguiram expandir receitas ao longo de 2024.

A análise considerou negócios com faturamento anual entre 2 milhões e 600 milhões de reais.

São 470 empresas que criam produtos e soluções inovadoras, conquistam mercados e empregam milhares de brasileiros.

Conheça o hub do projeto, com os resultados completos do ranking e, também, a cobertura total do evento de lançamento da edição 2025.

Acompanhe tudo sobre:Negócios em Expansão 2025

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