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Gustavo Petro denuncia 'possível fraude' em eleições na Colômbia

Procuradoria-Geral do país negou as acusações do presidente e defendeu a credibilidade do sistema de contagem

Mateus Omena
Mateus Omena

Repórter

Publicado em 24 de fevereiro de 2026 às 21h52.

Última atualização em 24 de fevereiro de 2026 às 21h53.

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O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, declarou haver uma “possível fraude” nas próximas eleições e colocou em dúvida a confiabilidade do software utilizado na pré-contagem dos votos.

O país escolherá novos integrantes do Congresso em 8 de março e elegerá o sucessor do atual chefe do Executivo em 31 de maio. Petro, primeiro presidente de esquerda da história colombiana, está impedido de disputar a reeleição por restrição estabelecida por lei.

Em uma publicação na rede social X nesta terça-feira, 24, o presidente afirmou haver “persistência da fraude eleitoral na Colômbia”. Ele mencionou supostas irregularidades que, segundo sua avaliação, teriam atingido seu grupo político nas eleições de 2014, 2022 e também poderiam ocorrer no pleito previsto para 2026.

“O software de pré-contagem ilegal que existe hoje é o mesmo que existia na fraude de 2014. Também temos provas de fraude em 2022”, escreveu. Petro afirmou que, diante desse cenário, a única forma de enfrentar a possível fraude seria com 60 mil fiscais eleitorais da esquerda distribuídos nas mesas de votação.

Autoridades negam queixas de Petro

A Procuradoria-Geral, responsável por fiscalizar a atuação de servidores públicos, rejeitou as declarações de Gustavo Petro. Em comunicado, informou que a transparência das eleições está assegurada e pediu respeito às instituições eleitorais.

A pré-contagem consiste em um levantamento preliminar dos votos com base nas informações enviadas pelas mesas eleitorais. O procedimento não tem validade jurídica e serve apenas para divulgação inicial de resultados, que depois passam por apuração oficial. O modelo é adotado em diversos países da região.

Petro direcionou críticas à empresa colombiana ASD, desenvolvedora do software empregado na contagem preliminar nas eleições de 2014, 2022 e 2026. Segundo o presidente, a contratação da companhia compromete a segurança e a transparência do processo eleitoral.

O sistema da ASD também foi questionado nas eleições de dezembro em Honduras, quando a apuração foi interrompida após 57% das atas processadas por causa de problemas técnicos.

Petro defendeu que o país utilize um software desenvolvido pelo Estado colombiano.

No cenário político, o senador de esquerda Iván Cepeda aparece à frente nas pesquisas de intenção de voto, ao lado do advogado e empresário de direita Abelardo de la Espriella.

(Com informações da agência AFP)

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