Criptoativos: Brasil lidera na América Latina e sobe para 5º no ranking global de adoção. (oatawa/Getty Images)
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Publicado em 25 de fevereiro de 2026 às 10h51.
O mercado de criptomoedas vem ganhando escala no Brasil. Entre 2024 e 2025, o país avançou da 10ª para a 5ª posição no ranking global de adoção de criptoativos, segundo dados do relatório Geografia das Criptomoedas, da empresa de inteligência de dados Chainalysis. No levantamento, o Brasil aparece atrás apenas de Índia, Estados Unidos, Paquistão e Vietnã.
Na América Latina, o país lidera em todas as métricas avaliadas, incluindo varejo, finanças descentralizadas (DeFi) e atividade institucional. Segundo a Chainalysis, a região está entre as que apresentam crescimento mais acelerado no setor.
Os dados nacionais reforçam esse movimento. De acordo com informações da Receita Federal, Brasil movimentou R$ 107 bilhões em criptoativos apenas no terceiro trimestre de 2025.
O aumento do volume negociado e da participação de investidores individuais e institucionais amplia também a necessidade de compreensão técnica sobre os ativos. Para quem ingressa no setor, entender como funciona a tecnologia blockchain, quais são os riscos envolvidos nas negociações e como armazenar criptoativos com segurança deixou de ser diferencial e passou a ser etapa básica antes da primeira operação.
Desde o seu lançamento, em 2017, a Binance, maior provedora global de infraestrutura para o ecossistema blockchain e de criptomoedas e maior exchange de criptoativos em volume de negócios, estruturou uma plataforma educacional voltada à disseminação de conhecimento gratuito em diversos idiomas.
A Binance Academy reúne centenas de artigos e cursos sobre fundamentos de Bitcoin, blockchain, negociação, segurança digital e uso responsável de ativos. O conteúdo é organizado por níveis de complexidade, do iniciante ao intermediário, e disponibilizado em português para o público brasileiro.
No Brasil, a plataforma registrou, no ano passado, 258 mil visitantes únicos ao longo de 12 meses e 8 milhões de visualizações de página. A taxa de retenção semanal foi de 20%, indicando que um em cada cinco usuários retorna na mesma semana para continuar consumindo conteúdo.
Entre os materiais mais acessados pelos brasileiros estão conteúdos voltados para investidores iniciais, o que está alinhado com o ritmo de crescimento da adoção. “O que é Bitcoin e como funciona?”, “Guia da Binance para iniciantes”, “Um guia para iniciantes em negociação de criptomoedas” e “O que é blockchain e como funciona?” foram os artigos mais populares. Os temas refletem as principais dúvidas de quem ingressa no mercado: funcionamento da tecnologia, riscos envolvidos e estratégias básicas de negociação.
Além dos artigos e cursos, a empresa disponibiliza materiais como o e-book infantil “ABC das Criptomoedas”, que reúne explicações sobre conceitos básicos, funcionamento do mercado e aspectos de segurança. O material foi feito pensando que a educação financeira é importante desde cedo, sempre com controle e supervisão parental, e busca organizar o conteúdo em formato didático, voltado principalmente a quem está dando os primeiros passos no ecossistema.
A expansão de iniciativas educacionais ocorre em paralelo ao amadurecimento do mercado brasileiro. À medida que o país sobe posições no ranking global de adoção e amplia o volume financeiro negociado, a formação técnica dos usuários passa a ser elemento central para o desenvolvimento sustentável do setor.
Segundo Yi He, cofundadora da Binance, a educação tem papel estratégico na consolidação da indústria. “Blockchain e Web3 estão estabelecendo um precedente em inovações em todos os setores em todo o mundo. A educação é fundamental para o desenvolvimento e a adoção e oferece novas oportunidades para os indivíduos, pois essas tecnologias moldam nosso futuro e a economia global”, afirma.
A executiva acrescenta que ampliar o acesso ao conhecimento integra a missão da companhia. “Priorizamos tornar a educação acessível, que é uma parte essencial de nossos princípios e missão focados no usuário, para aumentar a acessibilidade financeira e a inovação sustentável como líder do setor, apoiando o crescimento do ecossistema como um todo.”
No contexto brasileiro, a relação entre educação e confiança tende a se tornar mais relevante à medida que novos investidores entram no mercado. A disseminação de conteúdo técnico, gratuito e em língua local funciona como etapa de preparação para decisões financeiras mais estruturadas.