Venezuela: governo divulga balanço de vítimas após ataque e confirma negociação de petróleo com os EUA. (AFP)
Repórter
Publicado em 8 de janeiro de 2026 às 06h05.
O governo da Venezuela afirmou nesta quarta-feira, 7, que o ataque militar dos Estados Unidos realizado no último sábado, 3, deixou 100 mortos, além de ferir o então presidente Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores.
O número foi divulgado pelo ministro do Interior, Diosdado Cabello, em declaração oficial.
Segundo o governo venezuelano, a operação elevou o nível de tensão com Washington e passou a ser tratada como um ponto de ruptura na relação bilateral. Autoridades em Caracas afirmaram que o episódio reforçou o estado de alerta interno diante do risco de novas ações externas.
Apesar do confronto político e militar, o governo interino venezuelano confirmou que aceitou negociar a venda de petróleo aos Estados Unidos. Em comunicado, a estatal PDVSA informou que conduz tratativas para comercializar volumes de óleo bruto “no contexto das relações comerciais entre os dois países”.
Na quarta-feira, o secretário de Energia dos EUA, Chris Wright, afirmou que o governo de Donald Trump vai assumir o controle das vendas de petróleo venezuelano. Segundo Wright, a decisão ocorreu com o objetivo de utilizar a receita para "reconstruir a economia da Venezuela".
"Precisamos ter essa influência e esse controle sobre as vendas de petróleo para impulsionar as mudanças que simplesmente precisam acontecer na Venezuela", disse.
Segundo Trump, as exportações de petróleo da Venezuela passarão a ser supervisionadas “indefinidamente” pelos Estados Unidos. O republicano afirmou que o governo interino se comprometeu a entregar até 50 milhões de barris de petróleo para venda sob controle americano, com a receita depositada em contas administradas por Washington.
A Casa Branca informou que os recursos obtidos com a comercialização do petróleo serão distribuídos “em benefício do povo americano e do povo venezuelano”. A secretária de imprensa Karoline Leavitt afirmou que as decisões econômicas de Caracas continuarão sendo “ditadas pelos Estados Unidos”.
*Com informações da AFP