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Trump diz que EUA podem governar a Venezuela e extrair petróleo por anos

Segundo ele, o governo interino venezuelano não estaria entregando “tudo o que consideramos necessário”

Donald Trump: presidente concedeu entrevista ao New York Times após captura de Maduro (Jim WATSON /AFP)

Donald Trump: presidente concedeu entrevista ao New York Times após captura de Maduro (Jim WATSON /AFP)

Publicado em 8 de janeiro de 2026 às 08h04.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que seu país poderia governar a Venezuela e explorar suas reservas de petróleo por anos. Segundo ele, o governo interino venezuelano, formado por antigos aliados do agora encarcerado Nicolás Maduro, não estaria entregando “tudo o que consideramos necessário”.

Questionado sobre por quanto tempo Washington exigiria supervisão direta da Venezuela, Trump respondeu: “Só o tempo dirá”, em entrevista ao The New York Times. Ao jornal, afirmou ainda: “Vamos reconstruí-la de uma maneira muito lucrativa”. Em seguida, acrescentou: “Vamos usar o petróleo e vamos recebê-lo. Estamos baixando os preços do petróleo e vamos dar dinheiro à Venezuela, que precisa desesperadamente”.

As declarações ocorreram poucas horas depois de integrantes do governo americano informarem que os Estados Unidos planejam assumir, por tempo indeterminado, o controle da venda do petróleo venezuelano. A medida faz parte de um plano de três fases apresentado pelo secretário de Estado, Marco Rubio, a membros do Congresso.

Governo interino da Venezuela

Trump não respondeu ao ser questionado sobre o motivo de ter reconhecido a vice-presidente de Maduro, Delcy Rodríguez, como nova mandatária da Venezuela, em vez de apoiar a líder opositora María Corina Machado. Limitou-se a dizer que “Marco fala com ela o tempo todo” e que há “constante comunicação com ela e com o governo”.

O presidente americano também não se comprometeu com uma data para a realização de eleições na Venezuela.

Durante a entrevista, jornalistas do The New York Times presenciaram Trump interromper a conversa para atender a uma ligação do presidente colombiano, Gustavo Petro, que havia sido ameaçado anteriormente pelo americano com uma ação militar, em meio a acusações de que a Colômbia atua como centro de distribuição de cocaína.

Trump convidou os repórteres a permanecerem no Salão Oval durante a ligação, sob a condição de que o conteúdo não fosse gravado. O vice-presidente J.D. Vance e Marco Rubio também acompanharam a conversa, deixando a sala ao final.

Segundo o Times, a ligação, que durou cerca de uma hora, indicou o recuo de qualquer ameaça imediata de ação militar dos Estados Unidos contra a Colômbia. Trump também sinalizou acreditar que a “decapitação” do regime de Maduro serviu para intimidar outros líderes da região a se alinharem.

*Com informações de EFE

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