Instagram: redes sociais estão sendo vetadas para adolescentes em vários países (Soumyabrata Roy/NurPhoto/Getty Images)
Repórter
Publicado em 26 de fevereiro de 2026 às 11h15.
Última atualização em 26 de fevereiro de 2026 às 11h18.
Com parlamentares do Reino Unido caminhando em direção a um banimento geral ao acesso às redes sociais para menores de idade, o Instagram se comprometeu, nessa quinta-feira, 26, a alertar pais e guardiões caso adolescentes repetidamente busquem por termos relacionados a suicídio ou automutilação em um curto espaço de tempo.
O Reino Unido anunciou em janeiro que estava considerando restrições mais intensas para proteger menores de idade no ambiente virtual, seguindo os passos da Austrália, que em dezembro se tornou o primeiro país a implementar um banimento total às redes sociais em seu território.
Desde então, outros países europeus, como Espanha e Grécia, também anunciaram que estão cogitando medidas semelhantes.
O novo passo tomado pelo Instagram, propriedade da empresa Meta, dona também do Facebook e do WhatsApp, vem na forma de uma configuração de supervisão opcional que pode ser acessada pelos pais ao conectar suas contas com as de seus filhos, assim os alertando sobre qualquer busca relacionada a suicídio ou automutilação.
"Esses alertas complementam nosso trabalho já existente para ajudar a proteger adolescentes de conteúdo potencialmente prejudicial no Instagram", disse a plataforma em um comunicado. "Temos políticas rigorosas contra conteúdo que promova ou glorifique o suicídio ou a automutilação."
O mecanismo já existente gira em torno de bloquear buscas desse tipo e imediatamente redirecionar usuários para fontes de apoio, e os alertas adicionais começariam na semana que vem para usuários nos EUA, no Reino Unido, na Austrália e no Canadá.
Além disso, contas associadas a menores de idade precisam de permissão dos pais para alterar certas configurações de segurança.