Trump: presidente dos Estados Unidos estaria avaliando reduzir as tarifas de aço e alumínio. (Mandel NGAN/AFP)
Repórter
Publicado em 13 de fevereiro de 2026 às 06h05.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, planeja reduzir parte das tarifas impostas a produtos de aço e alumínio, em meio à pressão política causada pela alta nos preços e pela queda em sua aprovação antes das eleições legislativas de novembro.
Segundo o Financial Times, a Casa branca estaria revisando a lista de produtos atingidos pelas tarifas para avaliar a possibilidade de conceder isenções a itens determinados.
O jornal afirma que o governo dos EUA pretende interromper a ampliação da lista de produtos taxados e adotar investigações mais direcionadas com base em argumentos de segurança nacional.
Autoridades do Departamento de Comércio e do escritório do Representante de Comércio dos EUA avaliam que as tarifas acabaram elevando preços para consumidores, atingindo itens como embalagens metálicas de alimentos e utensílios domésticos.
As tarifas sobre aço e alumínio estiveram entre as primeiras medidas comerciais do segundo mandato de Trump e ajudaram a levar o nível médio de tarifas dos EUA ao maior patamar desde antes da Segunda Guerra Mundial. Economistas, porém, afirmaram ao FT que o custo vem sendo repassado aos consumidores americanos, o que contraria o argumento de que empresas estrangeiras arcariam com o impacto.
Nesta semana, a Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou uma proposta para barrar tarifas contra o Canadá. O projeto ainda deve passar pelo Senado antes da sanção presidencial. A expectativa é que Trump vete a medida.
A revisão das tarifas também busca simplificar o processo de inclusão de produtos na lista de bens sujeitos à taxação. Atualmente, empresas americanas podem solicitar que itens estrangeiros sejam enquadrados nas tarifas sob justificativa de risco à segurança nacional, o que ampliou significativamente o número de produtos afetados — de peças de bicicleta a utensílios de cozinha.
Países como Reino Unido, México, Canadá e membros da União Europeia podem ser beneficiados por eventual flexibilização. Até o momento, o Departamento de Comércio, o escritório do Representante de Comércio e a Casa Branca não comentaram oficialmente o tema.