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Trump diz 'eu' ao ser perguntado sobre quem está no comando na Venezuela

Presidente dos EUA apresentou quais autoridades estão responsáveis pelo país, mas disse que ele é quem realmente está no comando

Donald Trump: no último sábado, 3, forças americanas atacaram a Venezuela (Jim Watson/AFP)

Donald Trump: no último sábado, 3, forças americanas atacaram a Venezuela (Jim Watson/AFP)

Publicado em 6 de janeiro de 2026 às 07h29.

Última atualização em 6 de janeiro de 2026 às 07h33.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que é ele quem está no comando da Venezuela.

A declaração do presidente foi dada na última segunda-feira, 5, dois dias após forças norte-americanas atacarem o país e capturarem o presidente venezuelano Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores, sob acusações de narcoterrorismo.

Em entrevista à NBC News, Trump revelou um grupo de autoridades responsável por administrar Caracas, composto pelo secretário de Estado, Marco Rubio, o secretário da Defesa, Pete Hegseth, o vice-chefe de gabinete da Casa Branca, Stephen Miller, e o vice-presidente, JD Vance.

Mas quando questionado sobre quem está no comando do país, o presidente respondeu: “Eu”.

A declaração reforça as dúvidas sobre quem governa a Venezuela. Isso porque, ao mesmo tempo, a vice de Maduro, Delcy Rodríguez, tomou posse como presidente interina. Durante a cerimônia, que ocorreu na tarde de segunda-feira, 5, na Assembleia Nacional da Venezuela, ela afirmou que assume o posto “com dor pelo sofrimento imposto ao povo venezuelano”, atribuído à agressão militar norte-americana.

"Venho com dor pelo sequestro de dois heróis que temos como reféns nos Estados Unidos da América: o presidente Nicolás Maduro e a combatente principal, primeira-dama deste país, Cilia Flores. Venho com dor, mas devo dizer que venho também com honra para jurar em nome de todos os venezuelanos e de todas as venezuelanas. Venho jurar por nosso pai libertador, Simón Bolívar”, disse.

Trump ameaçou Delcy, dizendo que a política pagaria um “preço ainda maior que Maduro” caso não cooperasse com os Estados Unidos. Em resposta, ela divulgou uma carta aberta propondo uma agenda de cooperação com as autoridades norte-americanas. No texto, ela defendeu uma relação equilibrada e respeitosa entre os países, baseada na igualdade soberana e na não interferência.

Ao mesmo tempo, a oposição pede que Edmundo González Urrutia, candidato que reivindica a vitória na eleição presidencial de 2024, assuma a presidência da Venezuela. Atualmente exilado na Espanha, o político foi acusado de conspiração e forjamento de documentos após contestar a apuração do Conselho Nacional Eleitoral (CNE) e publicar atas eleitorais que confirmavam sua vitória sobre Nicolás Maduro.

Como foi a captura de Maduro

Maduro foi capturado na madrugada do último sábado, 3, junto da esposa, Cilia Flores, enquanto dormia em um abrigo na Venezuela. Eles foram levados por um helicóptero das Forças Armadas norte-americanas até o Iwo Jima, um dos navios de guerra da Marinha dos Estados Unidos que estavam posicionados no mar do Caribe, de onde seguiram para Nova York.

A captura ocorreu após quatro meses de tensão militar entre Venezuela e Estados Unidos. Em setembro do ano passado, Washington iniciou uma operação naval contra o narcotráfico no Caribe e no Pacífico, perto das costas da Venezuela e da Colômbia. O país acusa o líder chavista de comandar cartéis latino-americanos que transportam drogas para o território norte-americano.

Na segunda-feira, 5, Maduro foi apresentado à Justiça. Ele foi acusado de conspiração para narcoterrorismo, conspiração para importação de cocaína, posse de metralhadoras e dispositivos explosivos, e conspiração para posse de metralhadoras e dispositivos explosivos contra os Estados Unidos, crimes dos quais se declarou inocente.

Outras cinco pessoas foram indiciadas no mesmo processo, incluindo Flores e Nicolás Ernesto Maduro Guerra, conhecido como ‘Nicolasito’, filho único do casal.

A lista também conta com o Ministro do Interior, Justiça e Paz da Venezuela, Diosdado Cabello, o ex-ministro Ramón Rodríguez Chacín, da mesma pasta, e Héctor Rusthenford Guerrero Flores, conhecido como "Niño Guerrero".

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