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Trump ameaça aumentar em 25% tarifas para produtos da Coreia do Sul

Nova tarifa incluiria automóveis, madeira, produtos farmacêuticos e outras categorias de produtos que fazem parte dos termos de reciprocidade

Mateus Omena
Mateus Omena

Repórter

Publicado em 26 de janeiro de 2026 às 20h43.

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou elevar para 25% as tarifas sobre produtos importados da Coreia do Sul, alegando que o parlamento sul-coreano não ratificou o acordo comercial firmado entre os dois países no ano passado.

A declaração foi publicada nas redes sociais nesta segunda-feira, 26. Segundo Trump, a nova tarifa incluiria automóveis, madeira, produtos farmacêuticos e outras categorias de produtos que fazem parte dos termos de reciprocidade. Atualmente, vigora uma taxa de 15% sobre as exportações sul-coreanas para os Estados Unidos.

“O legislativo da Coreia do Sul não está cumprindo o acordo com os Estados Unidos”, escreveu o presidente. “Em cada um desses acordos, agimos rapidamente para reduzir nossas tarifas de acordo com o que foi acordado. Esperamos, é claro, que nossos parceiros comerciais façam o mesmo.”

Caso seja implementada, a medida pode impactar diretamente grandes empresas exportadoras da Coreia do Sul, como a Hyundai, que enviou 1,1 milhão de veículos aos EUA em 2024.

Nova fase nas pressões comerciais

A ameaça representa mais um movimento de Trump em sua estratégia de intensificar tensões comerciais com países aliados. Recentemente, o republicano indicou que poderá elevar tarifas sobre produtos do Canadá para até 100%, caso Ottawa firme um tratado comercial com a China. Também mencionou a possibilidade de aplicar novas tarifas a produtos de países europeus em razão da tentativa da União Europeia de adquirir controle estratégico sobre a Groenlândia.

Trump ainda afirmou que pretende impor tarifas a exportações de países que mantêm relações comerciais com o Irã, como forma de pressionar o regime de Teerã em meio aos protestos internos.

Até o momento, o governo não emitiu notificações oficiais para colocar em prática as tarifas anunciadas.

As novas ameaças comerciais surgem às vésperas de uma decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos sobre um caso que questiona a legalidade das tarifas globais implementadas pelo presidente. O julgamento, marcado para 20 de fevereiro, pode limitar a autoridade de Trump para ajustar tarifas sem aprovação do Congresso.

As ações do presidente ocorrem em um momento de desgaste político interno. Pesquisas recentes mostram queda na aprovação popular, enquanto os tiroteios fatais envolvendo agentes federais em Minnesota e a operação militar que resultou na captura de Nicolás Maduro, da Venezuela, ampliam a pressão sobre a Casa Branca.

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