Kumamoto: terremoto atingiu a cidade durante a tarde desta terça-feira, 28 (JIJI Press / AFP)
Repórter
Publicado em 28 de julho de 2026 às 07h22.
Um terremoto de magnitude 7,1 atingiu a província de Kumamoto, no sul do Japão, nesta terça-feira, 28. O tremor provocou um alerta de tsunami, deixou milhares de imóveis sem energia e causou danos em edifícios, estradas e pontes.
O abalo ocorreu às 16h27 no horário local (4h27 de Brasília), com epicentro a cerca de 10 quilômetros de profundidade sob Kumamoto, na ilha de Kyushu, segundo a Agência Meteorológica do Japão (JMA).
Algumas áreas registraram o nível máximo da escala sísmica japonesa, que vai até 7 e mede a intensidade do tremor na superfície e seu potencial de destruição.
Ao menos 50 feridos foram atendidos em um hospital, segundo a emissora pública NHK. Pessoas que estavam em um trem de alta velocidade também se feriram, de acordo com o jornal Nikkei.
“Ainda estamos avaliando a extensão dos ferimentos e dos danos materiais, mas fui informada de que há várias pessoas feridas”, afirmou a primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi. “Quedas de energia e incêndios estão acontecendo em algumas áreas. Estradas e pontes foram danificadas e edifícios desabaram.”
Imagens exibidas pela NHK mostraram construções em chamas ou parcialmente destruídas. Um shopping da rede Aeon também foi danificado após uma explosão, enquanto grandes rachaduras surgiram em vias importantes, incluindo uma rodovia elevada.
Um trem de carga descarrilou, os serviços ferroviários foram interrompidos e voos foram cancelados ou desviados. O aeroporto de Kumamoto fechou sua pista, segundo informações da agência Reuters.
Cerca de 40 mil imóveis ficaram sem energia. As operadoras KDDI e Docomo também registraram problemas nos serviços de telefonia móvel devido à falta de eletricidade e a falhas nas linhas de transmissão.
Mais de 150 mil pessoas receberam orientações para procurar centros de evacuação. A JMA alertou que as regiões mais afetadas ainda podem enfrentar novos tremores fortes e deslizamentos ao longo de aproximadamente uma semana.
Após o terremoto, a Agência Meteorológica do Japão emitiu um alerta para a possibilidade de ondas de até um metro em áreas costeiras. O aviso foi retirado posteriormente.
As autoridades também acionaram alertas emergenciais para as províncias de Kumamoto, Nagasaki, Kagoshima, Fukuoka, Saga, Oita e Miyazaki, todas localizadas na ilha de Kyushu.
As usinas nucleares da região não apresentaram irregularidades. Empresas como TSMC, Sony e Fujifilm retiraram funcionários de suas fábricas como medida de precaução.
Partes das muralhas de pedra do Castelo de Kumamoto, um dos principais pontos turísticos da cidade, desabaram durante o tremor. A região já havia sido atingida por um terremoto de grandes proporções há dez anos, que deixou 275 mortos e 2.739 feridos.
O Japão está localizado no Círculo de Fogo do Pacífico, uma das áreas de maior atividade sísmica do planeta. O país concentra cerca de 20% dos terremotos de magnitude 6 ou superior registrados no mundo.
*Com informações de EFE e AFP