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Termina interrogatório de Netanyahu sobre "presentes ilegais"

O ministério da Justiça confirmou que Netanyahu foi interrogado pela unidade "Lahav 443" da polícia de combate à corrupção

Benjamin Netanyahu: o premiê é "suspeito de ter recebido presentes de empresários", segundo o ministério (Ronen Zvulun/Reuters)

Benjamin Netanyahu: o premiê é "suspeito de ter recebido presentes de empresários", segundo o ministério (Ronen Zvulun/Reuters)

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AFP

Publicado em 2 de janeiro de 2017 às 20h54.

A polícia israelense interrogou nesta segunda-feira, durante três horas, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, suspeito de receber "presentes ilegais", informou um porta-voz policial ao final do depoimento.

"Não podemos dar qualquer detalhe neste momento", disse o policial ao final do interrogatório, ocorrido na residência de Netanyahu.

O ministério da Justiça confirmou que Netanyahu foi interrogado pela unidade "Lahav 443" da polícia de combate à corrupção.

Netanyahu é "suspeito de ter recebido presentes de empresários", segundo o ministério, que confirma pela primeira vez as informações da imprensa neste sentido.

De acordo com o ministério da Justiça, informações de que o primeiro-ministro ganhou passagens para viajar ao exterior "de maneira sistemática" por parte de pessoas com dinheiro, que também lhe deram presentes, não provocaram "uma suspeita razoável de crime, que justifique a abertura de uma investigação judicial".

Em sua página do Facebook, Netanyahu negou todos os fatos e acusou seus opositores políticos e alguns meios de comunicação de quererem "fazê-lo cair não em eleições, como prevê a democracia", mas com uma campanha contra ele.

A legislação israelense prevê que qualquer membro do governo contra o qual pese uma acusação de corrupção deve renunciar.

De acordo com a imprensa, empresários israelenses e estrangeiros teriam oferecido a Netanyahu presentes de um valor estimado em várias dezenas de milhares de dólares.

Se os fatos se confirmarem, o primeiro-ministro pode ser acusado de "abuso de confiança".

A imprensa também fala de um segundo caso que pode abrir caminho a acusações mais graves de corrupção, mas não divulgou mais detalhes.

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