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Teerã responde a Trump e diz que Estreito de Ormuz é iraniano

Vice-ministro das Relações Exteriores do Irã afirmou que o estreito continuará sob controle do país

Iranianos na praia de Suru, em Bandar Abbas, no Estreito de Ormuz: região se tornou um dos principais pontos de tensão do conflito entre Estados Unidos e Irã (Amirhossein Khorgooei/ISNA/Getty Images)

Iranianos na praia de Suru, em Bandar Abbas, no Estreito de Ormuz: região se tornou um dos principais pontos de tensão do conflito entre Estados Unidos e Irã (Amirhossein Khorgooei/ISNA/Getty Images)

Da Redação
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Redação Exame

Publicado em 15 de agosto de 2026 às 11h56.

Última atualização em 15 de agosto de 2026 às 11h56.

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Teerã respondeu neste sábado, 15, à declaração do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de que pretende transformar o Estreito de Ormuz em território americano.

O vice-ministro iraniano das Relações Exteriores, Kazem Gharibabadi, afirmou que o estreito “foi iraniano, é iraniano e continuará sendo iraniano”.

Trump havia dito na sexta-feira que, “muito em breve”, declararia o Estreito de Ormuz como território dos Estados Unidos. Segundo ele, a medida ocorreria depois que os EUA terminassem de derrotar o Irã.

Durante um comício em uma academia de polícia no estado de Nova York, Trump fez a declaração sorrindo. Brian Schwartz, jornalista do Wall Street Journal, citou no X um funcionário da Casa Branca segundo o qual o presidente estava “brincando” ao falar sobre transformar Ormuz em território americano.

Apesar disso, a reação de Teerã foi imediata. “Ormuz não pode ser tomado de assalto com um tuíte ou um porta-aviões, nem por meio de um decreto presidencial, nem com um discurso de campanha eleitoral”, afirmou Gharibabadi.

O vice-ministro também disse que o estreito “só será aberto e fechado por ordem do Irã”.

Disputa pelo Estreito de Ormuz

O Estreito de Ormuz é uma rota fundamental para o transporte de hidrocarbonetos do Golfo para o restante do mundo. A região se tornou um dos principais pontos de tensão do conflito entre Estados Unidos e Irã.

Desde o início da guerra, Teerã atacou navios na região, enquanto os Estados Unidos impuseram um bloqueio marítimo aos portos iranianos para impedir a exportação de petróleo e pressionar as finanças do país.

A disputa sobre a gestão futura do Estreito de Ormuz também está entre os pontos que impediram a manutenção do acordo firmado em junho entre Estados Unidos e Irã para encerrar o conflito. O entendimento ruiu no início de julho, após novos bombardeios de ambos os lados.

Nos últimos dias, as hostilidades perderam intensidade, enquanto Trump passou a priorizar uma estratégia de pressão econômica. Na quinta-feira, o secretário do Tesouro americano, Scott Bessent, ameaçou o Irã com um isolamento econômico “como o mundo nunca viu”.

Trump minimiza alta dos combustíveis

Durante o discurso de sexta-feira, Trump também minimizou o impacto da guerra sobre os preços dos combustíveis nos Estados Unidos e voltou a defender a decisão de iniciar o conflito contra o Irã, ao lado de Israel.

“Se tiverem que pagar um pouco mais” pela gasolina, “não tem problema”, afirmou o presidente, acrescentando que “nunca” pediria desculpas pela decisão.

Segundo as informações divulgadas, o preço da gasolina nos Estados Unidos estava 35% acima do nível registrado antes do início da guerra.

O conflito tem baixa aprovação no país, enquanto o aumento do custo de vida afetou a popularidade do presidente.

Novos ataques na região

As tensões também continuaram no entorno do Golfo. Os Emirados Árabes Unidos acusaram o Irã de atacar na sexta-feira um navio petroleiro pertencente à companhia estatal Adnoc. Não houve registro de feridos.

No Mar Vermelho, os rebeldes houthis do Iêmen, aliados de Teerã, atacaram recentemente navios sauditas e infraestruturas petrolíferas na Arábia Saudita, país aliado dos Estados Unidos.

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(Com AFP)

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