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Trump manda investigar petroleiras por preço da gasolina nos EUA

Presidente acusa empresas de não repassar queda do petróleo às bombas em meio ao impacto da guerra no Oriente Médio

Donald Trump: presidente criticou petroleiras por preço da gasolina (Mandel Ngan/AFP)

Donald Trump: presidente criticou petroleiras por preço da gasolina (Mandel Ngan/AFP)

Publicado em 24 de junho de 2026 às 09h14.

Donald Trump anunciou nesta quarta-feira, 24, que ordenou uma investigação sobre grandes empresas de petróleo por causa dos preços da gasolina nos Estados Unidos.

O presidente americano acusou as petroleiras de não repassar aos consumidores a queda recente do petróleo. “Os consumidores estão sendo explorados”, escreveu Trump em seu perfil na rede social Truth Social.

A pressão ocorre em meio aos efeitos da guerra no Oriente Médio sobre o mercado de energia. O bloqueio do Estreito de Ormuz pelo Irã elevou os preços globais do petróleo nos últimos meses, antes de uma queda recente ligada a sinais de avanço nas negociações entre Washington e Teerã.

Preço da gasolina virou pressão política

O preço médio da gasolina comum nos Estados Unidos era de US$ 3,928 por galão nesta quarta-feira, 24, segundo a AAA, associação automotiva americana. O valor equivale a cerca de 3,8 litros.

Embora tenha recuado nas últimas semanas, o combustível ainda está acima dos níveis anteriores ao conflito no Oriente Médio.

A gasolina é um tema sensível na política americana porque o carro é o principal meio de transporte em grande parte do país. A alta do combustível pesa diretamente no orçamento das famílias e costuma ter impacto eleitoral.

Trump cobra repasse mais rápido

Em publicação nas redes sociais, Trump afirmou que os preços pagos pelas petroleiras pelo petróleo caíram com força, mas que a redução não chegou na mesma proporção às bombas.

Segundo a Barron’s, o presidente pediu que o Departamento de Justiça investigue o comportamento das empresas.

O petróleo Brent caía nesta quarta-feira para cerca de US$ 75,92 por barril, enquanto o WTI recuava para US$ 72,31, em meio ao aumento do tráfego marítimo pelo Estreito de Ormuz, segundo a Barron’s.

Oriente Médio ainda pesa no mercado

O Estreito de Ormuz é uma das rotas mais importantes para o transporte global de petróleo. Desde fevereiro, operações militares dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã e a reação iraniana no Golfo Pérsico aumentaram a preocupação com o abastecimento de energia.

Um relatório ao Congresso americano publicado pelo USNI informou que forças iranianas declararam o estreito “fechado” em março e ameaçaram navios que tentassem cruzar a região.

Mesmo com o acordo inicial entre Teerã e Washington para retomar parte do tráfego de petroleiros, economistas e analistas alertam que a normalização dos preços pode levar meses.

Para Trump, a queda recente do petróleo deveria aparecer mais rapidamente no bolso dos consumidores. Para o mercado, a volatilidade no Oriente Médio ainda torna essa conta incerta.

*Com O Globo

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