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Passagem de Rafah é suspensa após Israel alegar falta de coordenação da OMS

Passagem foi reaberta após acordo de cessar-fogo, mas fluxo segue abaixo do previsto

Passagem de Rafah: Israel suspende saída de pacientes de Gaza e atribui falha de coordenação à OMS (AFP)

Passagem de Rafah: Israel suspende saída de pacientes de Gaza e atribui falha de coordenação à OMS (AFP)

Da Redação
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Redação Exame

Publicado em 4 de fevereiro de 2026 às 09h46.

Israel impediu nesta quarta-feira a travessia de palestinos da Faixa de Gaza para o Egito pela passagem de Rafah, alegando que a Organização Mundial da Saúde (OMS) não apresentou os “detalhes de coordenação necessários” para a operação.

Segundo o porta-voz do Crescente Vermelho em Gaza, Raed Al Nims, autoridades locais foram notificadas ainda pela manhã sobre o cancelamento da passagem de doentes e feridos, que já se preparavam para ser transportados até a fronteira.

Procurado pela Agência EFE, o COGAT, órgão militar israelense responsável pelos assuntos civis nos territórios ocupados, afirmou que a OMS é a entidade encarregada de coordenar a chegada dos habitantes de Gaza à passagem de Rafah e que, até o momento, não teria fornecido as informações exigidas “por razões de procedimento”.

Segundo o órgão, a travessia será liberada “assim que os detalhes de coordenação forem apresentados conforme o acordado”, permitindo a saída de pacientes e acompanhantes rumo ao Egito.

Travessia abaixo do previsto

A passagem de Rafah foi reaberta na última segunda-feira pela primeira vez em quase dois anos — com exceção de um curto período no início de 2025 — após um acordo de cessar-fogo patrocinado pelos Estados Unidos. Apesar disso, o fluxo registrado até agora ficou abaixo do previsto.

Pelo acordo, 200 pessoas deveriam cruzar a fronteira diariamente:

  • 150 pessoas de Gaza para o Egito, sendo 50 doentes ou feridos e 100 acompanhantes;
  • 50 pessoas do Egito para Gaza.

Nos dois primeiros dias de funcionamento, contudo, 52 pessoas cruzaram do Egito para Gaza e apenas 21 pacientes saíram de Gaza para o Egito, acompanhados por um número não informado de pessoas. Israel não divulgou dados oficiais sobre o fluxo.

A interrupção da travessia nesta quarta-feira ocorre após bombardeios israelenses durante a madrugada que deixaram dez mortos em Gaza. Segundo Israel, os ataques foram uma resposta a uma ação de milicianos palestinos contra soldados israelenses, que resultou em um militar ferido.

*Com informações da EFE

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