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OMS declara emergência internacional após surto de ebola no Congo

País já registrou 88 mortes e 336 casos suspeitos

Publicado em 17 de maio de 2026 às 10h59.

Última atualização em 18 de maio de 2026 às 12h22.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) declarou emergencia de saúde pública devido ao surto de ebola na República Democrática do Congo. Mais de 80 pessoas já morreram no país.

O temor de uma propagação mais intensa aumentou depois que um laboratório confirmou, neste domingo, 17, o caso em Goma, localidade controlada pelo grupo antigovernamental M23.

"Um caso positivo em Goma foi confirmado por exames realizados em laboratório. Trata-se da esposa de um homem que morreu vítima do vírus do ebola em Bunia e que viajou para Goma após a morte do marido já estando infectada", declarou à AFP Jean-Jacques Muyembe, diretor do Instituto Nacional de Pesquisa Biomédica (INRB) congolês.

Até o momento, o Congo registrou 88 mortes e 336 casos suspeitos da febre hemorrágica altamente contagiosa, informaram os Centros Africanos para o Controle e a Prevenção de Doenças (CDC África) em um comunicado divulgado no sábado.

Como acontece a transmissão do vírus

A transmissão do vírus entre humanos ocorre por meio de fluidos corporais ou por exposição ao sangue de uma pessoa infectada, que é contagiosa após apresentar sintomas. O período de incubação pode durar até 21 dias.

O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, disse que está muito preocupado.

"Determinei que a epidemia constitui uma emergência de saúde pública de importância internacional", publicou Ghebreyesus na rede social X. Ele acrescentou que, no momento, "não cumpre os critérios de emergência pandêmica".

A OMS, com sede em Genebra, declarou o segundo nível mais elevado de alerta, sendo a pandemia o máximo.

A organização alerta que a magnitude do surto é desconhecida. "Há incerteza sobre o número real de pessoas infectadas e a propagação geográfica", afirmou a OMS.

A ONG Médicos Sem Fronteiras (MSF) afirmou que prepara uma "resposta em larga escala".

Com agência AFP

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