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Netanyahu fala com Rubio sobre desmantelar a Corte de Haia

Premiê israelense afirmou ter discutido com Marco Rubio ações contra a Corte antes de viagem aos Estados Unidos, onde se reunirá com Donald Trump

Benjamin Netanyahu: primeiro-ministro de Israel (Gil Cohen Magen/Getty Images)

Benjamin Netanyahu: primeiro-ministro de Israel (Gil Cohen Magen/Getty Images)

Publicado em 26 de julho de 2026 às 14h25.

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O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou neste domingo, 26, que conversou com o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, sobre sua campanha contra o Tribunal Penal Internacional (TPI), antes da viagem a Washington, onde se reunirá com o presidente Donald Trump.

Segundo comunicado divulgado por seu gabinete, Netanyahu disse que Rubio reiterou a intenção dos Estados Unidos de agir "com firmeza" contra o TPI.

No comunicado, o premiê afirma que a Corte de Haia "põe em perigo a justiça no mundo" e limita a segurança dos países "às decisões de funcionários corruptos". Ele também convidou outros países a aderirem à iniciativa americana.

Netanyahu embarca para Washington nesta segunda-feira, 27, a convite de Trump. Segundo o primeiro-ministro, além de comparecer ao funeral do senador Lindsey Graham, ele discutirá com o presidente americano temas da agenda bilateral, incluindo a situação no Irã.

O encontro será o primeiro presencial entre os dois líderes desde o início da guerra contra o Irã, no fim de fevereiro, e ocorre em meio ao aumento das tensões entre Washington e Teerã, com Israel em estado de alerta.

Nos últimos meses, a relação entre Netanyahu e Trump alternou momentos de proximidade e atritos. No início de junho, o portal Axios revelou que Trump chamou o premiê israelense de "completamente louco" durante uma ligação após um bombardeio israelense no Líbano.

Netanyahu também comentou a destituição, na sexta-feira, do então procurador do TPI, Karim Khan, investigado por suposta conduta sexual imprópria. Segundo o premiê, Khan teria emitido mandados de prisão contra ele e contra o ex-ministro da Defesa Yoav Gallant por supostos crimes de guerra para desviar a atenção das acusações contra si.

"Ele fez isso para desviar a atenção, para reunir ao seu redor todos os que odeiam Israel e, em essência, para criar para si uma blindagem protetora. Essa blindagem se abriu e também expôs sua verdadeira motivação, além da injustiça e da profunda corrupção que existem não só na procuradoria, mas em todo o Tribunal Penal Internacional", afirmou Netanyahu durante a reunião de seu gabinete.

Sob o comando de Netanyahu, Israel mantém uma ofensiva na Faixa de Gaza desde os ataques do Hamas, em 7 de outubro de 2023. Segundo o Ministério da Saúde de Gaza, mais de 73,3 mil pessoas morreram e outras 7,5 mil seguem desaparecidas. A campanha militar foi classificada como genocídio por uma comissão independente da ONU e por diferentes organizações.

*Com informações da EFE

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