(Reprodução/Shutterstock)
Editor do Future of Money
Publicado em 21 de agosto de 2026 às 10h24.
Última atualização em 21 de agosto de 2026 às 11h04.
O bitcoin continua em forte alta nesta sexta-feira, 21, e alcança os US$ 77 mil por unidade, em sua máxima desde maio. No momento de maior euforia do dia, a maior das criptomoedas chegou a ser negociada por US$ 79.306.
De quarta-feira, quando o movimento de alta começou, até a máxima de hoje, o ganho acumulado do bitcoin foi de 22,5%. Em termos variação nominal de preço, a criptomoeda ganhou US$ 15 mil por unidade ao longo desses últimos três dias.
Hoje às 10h07 (horário de Brasília) o bitcoin subia 7,4% em um período de 24 horas, atingindo US$ 77.303 por unidade.
Vinicius Bitelo, analista do BTG Pactual, comenta que as liquidações de posições vendidas continuam elevadas enquanto o bitcoin “atropela” os investidores que apostam contra ele. Mais de US$ 953 milhões foram liquidados nas últimas 24 horas e US$ 4,3 bilhões desde que a disparada começou.
Gráfico da disparada do bitcoin desde as mínimas da semana
“Os traders seguem tentando encontrar um novo topo local para o bitcoin, mas continuam sendo liquidados no processo”, aponta Bitelo.
Segundo Vinicius Bazan, CEO da casa de análise Underblock, é importante entender os fatos que levaram ao movimento de alta do bitcoin. Nos últimos meses, Bazan diz que o mercado estava “se arrastando” em um “marasmo”, com volatilidade nos menores níveis históricos, algo que sinalizava para uma “explosão de volatilidade” que poderia ser para cima ou para baixo.
Bazan afirma que essa explosão veio com o anúncio do Tesouro dos Estados Unidos de que irá dobrar as compras de títulos de US$ 2 bilhões para US$ 4 bilhões por operação.
A notícia, de acordo com o especialista, foi importante pela sinalização do patamar de juros longos que o governo dos EUA não aceita. “Mostrou que, quando esse juro começa a subir demais, chega um momento em que o Tesouro intervém. Afinal, juro muito alto significa também muito gasto da máquina pública para pagar esses juros”, explica.
Na prática, isso significa injeção de liquidez no mercado, com o dinheiro saindo das mãos do governo norte-americano para os bancos, que podem multiplicar a base monetária por meio de empréstimos.
Esse cenário, de acordo com Bazan, é muito favorável para ativos de risco como as criptomoedas e cria uma chance de mais de 50% de que o mercado já tenha passado pelo seu pior momento e feito fundo. “Agora, o mais provável é que esteja em uma trajetória de recuperação, mirando patamares mais altos.”
Ontem, foi registrado um saldo líquido positivo de US$ 606,3 milhões nos fundos negociados em bolsa (ETFs, na sigla em inglês) de bitcoin à vista dos EUA. Foi o quarto pregão consecutivo de entrada de capital neste tipo de fundo, com um fluxo acumulado de US$ 1,6 bilhão.
O maior alvo do fluxo comprador foi o IBIT, da gestora BlackRock, com US$ 503 milhões de excesso de compras de cotas em relação às vendas.
Nos ETFs da criptomoeda ether, por sua vez, o saldo foi positivo em US$ 219,5 milhões, também no quarto pregão seguido de entrada de capital.
Entre os indicadores, o índice Fear & Greed (medo e ganância, na tradução literal) das criptomoedas subiu 13 pontos, indo de 60 para 73 pontos. Com isso, o índice revela que o sentimento predominante do mercado saiu de “neutro” para “ganância” e agora se aproxima da “euforia” em apenas três dias.
O Fear & Greed usa informações como momentum de preços, volatilidade e posições predominantes no mercado de derivativos para criar um score que vai de 0 a 100 pontos. Quanto mais próximo de zero maior é o medo dos investidores, ao passo que valores perto de 100 indicam predominância do otimismo e apetite por risco.
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