Repórter
Publicado em 21 de agosto de 2026 às 09h16.
A atividade econômica da Argentina cresceu 0,8% em junho ante maio, acima da expectativa mediana de 0,3% dos economistas consultados pela Bloomberg.
Na comparação anual, o avanço foi de 2,7%, também acima da projeção de 2,4%, segundo dados do governo.
O resultado traz sinais de recuperação para a economia argentina, que havia registrado queda em abril e maio. O crescimento de junho, porém, não foi suficiente para compensar as retrações anteriores, deixando a atividade em território negativo no segundo trimestre, segundo a Bloomberg.
Na comparação com junho de 2025, a mineração liderou o crescimento, seguida pela agricultura.
O resultado ocorre enquanto a inflação continua sendo um desafio para o governo de Javier Milei. Os preços ao consumidor subiram 2,1% em julho ante junho, interrompendo uma sequência de três meses de desaceleração.
Na semana passada, o governo reconheceu que a economia estava crescendo em ritmo mais lento que o previsto. Para tentar estimular a atividade, o ministro da Economia, Luis Caputo, eliminou uma restrição em vigor desde 2001 que limitava o acesso de empresas a empréstimos em dólares.
A regra permitia esse tipo de financiamento apenas a companhias que geravam receitas na moeda americana. Com a mudança, a possibilidade foi ampliada para outras empresas.
Economistas consultados pelo Banco Central argentino projetam inflação de 29,8% no fim de 2026 e crescimento de 2,7% para a economia no ano. A previsão para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB) foi reduzida de 3% na pesquisa anterior.
Para a Bloomberg, o avanço de junho não foi suficiente para compensar as quedas dos dois meses anteriores. A avaliação é de que o resultado pode representar uma desaceleração temporária, mas o ritmo ainda fraco de crescimento pode pesar sobre o cenário econômico e político argentino.