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Irã se prepara para negociações com EUA sobre programa nuclear

Teerã afirma finalizar detalhes do processo diplomático, enquanto Trump fala em acordo

Da Redação
Da Redação

Redação Exame

Publicado em 2 de fevereiro de 2026 às 16h05.

O Irã afirmou nesta segunda-feira, 2, que está se preparando para negociações com os Estados Unidos sobre seu programa nuclear, em meio a sinais de otimismo do presidente americano, Donald Trump, e após dias de ameaças trocadas entre os dois países.

Segundo a agência de notícias Fars, o presidente iraniano Masoud Pezeshkian autorizou a abertura de negociações com Washington. A informação foi atribuída a uma fonte governamental.

De acordo com o site americano Axios, que cita fontes próximas aos diálogos, está prevista uma reunião nesta sexta-feira, em Istambul, entre o enviado dos Estados Unidos, Steve Witkoff, e o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi.

A agência iraniana Tasnim já havia indicado que as conversas provavelmente envolveriam esses dois representantes.

Pressão sobre o Irã

A pressão sobre Teerã aumentou desde o início de janeiro, após a repressão a protestos que começaram por motivos econômicos e se ampliaram contra o regime instaurado após a revolução de 1979.

Nos últimos dias, Trump voltou a levantar a possibilidade de ação militar, chegou a enviar navios ao Golfo e, no domingo, afirmou esperar “chegar a um acordo” com o Irã.

O porta-voz da Chancelaria iraniana, Esmaeil Baqaei, disse que países da região atuam como mediadores na troca de mensagens, citando Egito, Arábia Saudita e Turquia. Segundo ele, o Irã está examinando e finalizando os detalhes de cada etapa do processo diplomático, incluindo método e marco de trabalho.

Baqaei negou, porém, que Teerã tenha recebido um ultimato de Trump e afirmou que o país “nunca aceita ultimatos”. No domingo, o líder supremo iraniano, Ali Khamenei, alertou para o risco de uma “guerra regional” em caso de uma ação militar americana.

As negociações anteriores entre Irã e Estados Unidos, realizadas brevemente em 2025, foram interrompidas após a guerra de 12 dias iniciada por Israel em junho. Os diálogos travaram na questão do enriquecimento de urânio, que Washington exige que seja totalmente abandonado, enquanto Teerã afirma ter esse direito como signatário do Tratado de Não Proliferação Nuclear.

*Com informações da AFP

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