Repórter
Publicado em 13 de janeiro de 2026 às 17h39.
Última atualização em 13 de janeiro de 2026 às 17h43.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reforçou seu apoio aos manifestantes antirregime do Irã nesta terça-feira, 13 de janeiro, e manifestou que haverá consequências para as mortes das pessoas que participaram das ondas de protestos pelo país.
Em um discurso no Detroit Economic Club, no Michigan, ele incentivou novamente a continuidade das manifestações contra Teerã e pediu à população que "guarde os nomes dos assassinos".
"A todos os patriotas iranianos, continuem protestando, tomem as instituições se vocês puderem, e guardem os nomes dos assassinos e dos que estão maltratando vocês. Eles vão pagar um preço muito alto", concluiu o presidente, que disse que "uma morte [de manifestante] já é demais".
Desde o final de dezembro de 2025, o Irã enfrenta uma das manifestações mais intensas de sua história recente, motivada por uma crise econômica agravada por inflação alta, desvalorização da moeda e aumento do custo de vida.
Os protestos ganharam força em diversas cidades e províncias, com a adesão de estudantes e outros grupos sociais. As demandas, inicialmente econômicas, passaram a incluir críticas ao sistema político vigente.
Cerca de 2.000 pessoas, incluindo membros das forças de segurança, foram mortas em duas semanas de protestos no Irã, afirmou uma autoridade do governo à agência de notícias Reuters.
A resposta das autoridades tem envolvido repressão ampla, incluindo bloqueios à internet e aos serviços de comunicação, detenções em massa e uso de força letal por parte das forças de segurança.
Pela segunda vez no mesmo dia, o presidente Donald Trump enviou uma mensagem pública direcionada aos manifestantes iranianos contrários ao regime liderado pelo aiatolá Ali Khamenei. Em pronunciamento anterior, havia incentivado a continuidade dos protestos e declarou que o apoio norte-americano "está a caminho".
Essa foi a primeira manifestação direta do presidente dos EUA aos grupos que participam das mobilizações. Ele também indicou a possibilidade de uma intervenção, caso as ações repressivas no Irã continuem ocorrendo com uso excessivo de força.
"Patriotas iranianos, CONTINUEM PROTESTANDO - OCUPEM SUAS INSTITUIÇÕES!!! Guardem os nomes dos assassinos e abusadores. Eles pagarão um preço alto. Cancelei todas as reuniões com autoridades iranianas até que o assassinato sem sentido de manifestantes PARE. A AJUDA ESTÁ A CAMINHO. MIGA!!! PRESIDENTE DONALD J. TRUMP", diz Trump em uma publicação na rede social Truth Social.
No texto, Trump voltou a usar o slogan MIGA, em referência a seu lema "Make America Great Again" (MAGA), só que trocando os EUA pelo Irã.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou nesta segunda-feira, 12 de janeiro, que vai aplicar tarifa de 25% aos produtos provenientes de países que fecharem negócios com o Irã. A decisão eleva a pressão sobre o governo iraniano, que enfrenta uma onda de protestos em diversas regiões do país.
Em uma publicação na rede social Truth Social, o republicano afirmou que a decisão é definitiva e que as taxações podem entrar em vigor imediatamente. Até o momento, não há documentos oficiais publicados que detalhem o escopo da medida.
"Com efeito imediato, qualquer país que faça negócios com a República Islâmica do Irã pagará uma tarifa de 25% sobre todas as transações comerciais realizadas com os Estados Unidos da América. Esta ordem é final e irrecorrível", diz o texto.
A medida foi anunciada em meio aos protestos que se espalham pelo Irã desde 28 de dezembro. O cenário expõe uma combinação de crise econômica com a inflação elevada, repressão estatal e tensão geopolítica que leva o regime do aiatolá Ali Khamenei de volta ao centro das atenções internacionais.
Não há clareza sobre os critérios utilizados para definir o que constitui "fazer negócios com o Irã". Os principais parceiros comerciais de Teerã incluem China, Turquia e Índia.
Em ocasiões anteriores, o governo Trump impôs tarifas de até 50% sobre produtos indianos em resposta à compra de petróleo russo. Já uma tarifa adicional de 25% sobre mercadorias chinesas pode afetar o acordo firmado com Pequim no final do ano passado.