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Ele dirigiu até Seattle com pouco dinheiro e criou a Starbucks, hoje vale US$ 6,6 bilhões

A trajetória de Howard Schultz mostra como visão estratégica transformou uma pequena torrefadora em gigante global

 (Starbucks/Divulgação)

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Da Redação
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Redação Exame

Publicado em 16 de março de 2026 às 14h25.

Última atualização em 16 de março de 2026 às 14h26.

Quarenta e quatro anos atrás, Howard Schultz atravessou os Estados Unidos de carro rumo a Seattle com a esposa, o cachorro e poucas certezas sobre o futuro. O destino daquela viagem acabaria moldando uma das histórias empresariais mais emblemáticas do varejo global.

Ao ingressar em uma pequena torrefadora que vendia apenas café em grãos, Schultz iniciou uma trajetória que transformaria a Starbucks em um império internacional e o levaria a construir uma fortuna estimada em US$ 6,6 bilhões.

Para o universo das finanças corporativas, a história vai além do crescimento de uma marca. Ela revela como visão estratégica, capacidade de captação de recursos e leitura de mercado podem transformar um negócio regional em uma potência global. As informações são da Fortune.

Para profissionais que desejam fortalecer sua capacidade de análise financeira e tomada de decisão, há um treinamento disponível por R$ 37 voltado ao desenvolvimento em finanças corporativas.

De uma pequena torrefadora ao início de uma revolução no café

Quando Schultz chegou à Starbucks em 1982, a empresa era muito diferente do que se conhece hoje. A operação era pequena e focada apenas na venda de café em grãos, com uma loja no Pike Place Market, em Seattle.

Ele assumiu o cargo de diretor de operações de varejo e marketing, função que lhe permitiu observar de perto o potencial de expansão da marca. O verdadeiro ponto de virada, porém, viria um ano depois, durante uma viagem à Itália.

Em Milão, Schultz ficou impressionado com a cultura dos cafés espresso. Mais do que bebida, os cafés funcionavam como espaços de convivência, pontos de encontro e experiências sociais. A ideia de levar esse conceito para os Estados Unidos passou a orientar sua visão de negócio.

Foi nesse momento que nasceu o conceito do “terceiro lugar”, um ambiente entre casa e trabalho onde as pessoas poderiam se reunir, conversar e permanecer.

A ideia que ninguém acreditava

Apesar do entusiasmo de Schultz, a Starbucks original não acreditava que o modelo de cafeterias inspirado na Itália funcionaria nos Estados Unidos. Diante da resistência interna, ele decidiu deixar a empresa.

O próximo passo exigiu algo essencial para qualquer crescimento corporativo: captação de capital. Schultz passou um ano tentando levantar recursos para abrir sua própria cafeteria.

Foram 242 investidores abordados. Desses, 217 recusaram a proposta.

Mesmo assim, ele conseguiu levantar o capital necessário e abriu a cafeteria Il Giornale em 1986. Pouco tempo depois, em 1987, comprou a própria Starbucks por US$ 3,8 milhões.

As inscrições para o pré-MBA em Finanças Corporativas da EXAME em parceria com a Saint Paul estão abertas por R$ 37.

O crescimento que redefiniu o mercado de cafeterias

A partir da aquisição da Starbucks, Schultz iniciou uma das expansões mais emblemáticas da história recente do varejo.

A empresa saiu de poucas lojas em Seattle para uma rede global com mais de 35 mil unidades distribuídas em cerca de 80 países. O crescimento consolidou a Starbucks como uma das marcas mais reconhecidas do planeta.

Outro momento importante ocorreu em 1992, quando a empresa abriu capital. O IPO marcou a transição de um negócio em expansão para uma corporação global com acesso a capital de mercado e capacidade de acelerar sua expansão internacional.

Esse movimento mostra um dos pilares das finanças corporativas modernas. Escala sustentável exige acesso estruturado a capital, governança e visão de longo prazo.

Um legado empresarial que redefiniu o setor

Depois de mais de quatro décadas ligadas à Starbucks, Schultz deixou definitivamente a empresa em 2023. Ainda assim, seu impacto permanece visível.

Ele transformou uma pequena torrefadora regional em uma instituição cultural global e redefiniu a forma como o café é consumido em diversos países.

Hoje, a Starbucks possui mais de 32 mil lojas e supera redes concorrentes como a Dunkin’, que conta com cerca de 14 mil unidades globalmente.

Esse crescimento ilustra um dos princípios centrais das finanças corporativas modernas. Quando estratégia de marca, modelo de negócio e expansão internacional caminham juntos, o resultado pode ser a criação de valor em escala global.

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Casos de empresas que enfrentam dificuldades por falhas na gestão financeira são comuns no mercado. De startups a grandes corporações, o desafio envolve manter controle rigoroso das finanças e tomar decisões estratégicas baseadas em dados.

Essa responsabilidade não se limita à alta liderança. Profissionais de diferentes áreas que dominam fundamentos financeiros ampliam sua relevância e capacidade de crescimento na carreira.

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As vagas podem ser garantidas por R$ 37 no Pré-MBA em Finanças Corporativas da EXAME em parceria com a Saint Paul.

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