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Ibovespa perde força, mesmo com NY em alta: Petrobras pesa

Entre as maiores altas, a Vale (VALE3), ação de maior peso do índice, subia, assim como os bancos, o que ajuda a sustentar o índice no azul

 (Germano Lüders/Exame)

(Germano Lüders/Exame)

Publicado em 2 de fevereiro de 2026 às 16h13.

Última atualização em 2 de fevereiro de 2026 às 16h22.

O Ibovespa mantém o movimento de alta da abertura na tarde desta segunda-feira, 2, acompanhando o movimento positivo das bolsas de Nova York, ainda que com ganhos mais modestos. Por volta das 16h05, o principal índice da B3 avançava 0,26%, aos 181.839 pontos. Mais cedo, por volta das 14h, chegou a acelerar e tocar a máxima do dia, aos 182.889,95 pontos.

No mesmo horário, as bolsas americanas também renovavam máximas. Às 16h06, o S&P 500 subia 0,73%, enquanto o Dow Jones avançava 1,07% e o Nasdaq tinha alta de 0,94%, refletindo o apetite por risco dos investidores.

No mercado doméstico, o índice volta a avançar no primeiro pregão de fevereiro, após ter registrado o terceiro melhor mês de janeiro de sua história.

Entre as maiores altas, a Vale (VALE3), ação de maior peso do índice, subia 0,52%, apesar da queda do minério de ferro no exterior.

O papel reage mesmo em meio à notícia de que o Ministério Público pediu à Justiça o bloqueio de R$ 1 bilhão das contas da companhia em razão de vazamentos ocorridos em minas nas cidades de Ouro Preto e Congonhas, em Minas Gerais. A mineradora informou que apresentará defesa dentro do prazo legal.

As ações dos bancos também operam no terreno positivo. Nesta semana, Santander (SANB11), Itaú (ITUB4) e Bradesco (BBDC4) divulgam os balanços referentes ao quarto trimestre e ao resultado consolidado de 2025, o que mantém o setor no radar dos investidores.

Na outra ponta, o índice sofre com a pressão negativa da Petrobras, a segunda empresa de maior peso do Ibovespa. As ações ordinárias (PETR3) recuavam 3% e as preferênciais (PETR4) caíam 2,44%, refletindo o tombo do petróleo no mercado internacional. O barril do Brent para abril recuava 5,03%, a US$ 65,83, enquanto o WTI, em Nova York, também caía 5,40%, cotado a US$ 61,59.

Mesmo com a bolsa em alta, o dólar se valoriza nesta tarde e avança 0,24%, cotado a R$ 5,261.

Bolsas de NY em alta

No exterior, o bom humor segue predominando em Wall Street. As bolsas americanas iniciaram fevereiro em alta, impulsionadas por dados sólidos da indústria, que mostraram a atividade manufatureira se expandindo no ritmo mais forte desde 2022.

Os setores mais sensíveis ao ciclo econômico lideraram os ganhos, e o S&P 500 interrompeu uma sequência de três sessões consecutivas de queda. O Russell 2000, índice que acompanha as pequenas empresas, subia 1,5%.

O otimismo também é reforçado por uma semana carregada de balanços de big techs. As ações da Amazon (AMZN) avançavam 1,83%, enquanto os papéis da Alphabet (GOOGL) subiam 1,58%.

Nem mesmo a notícia de que a divulgação do payroll de janeiro será adiada por causa do novo shutdown do governo americano foi suficiente para abalar o apetite por risco. O governo dos Estados Unidos paralisou parcialmente suas atividades na manhã de sábado, após o Congresso não aprovar a tempo um pacote de gastos e enviá-lo ao presidente Donald Trump.

O impasse ocorreu depois que senadores democratas exigiram mudanças no pacote originalmente aprovado pela Câmara, após o assassinato de dois cidadãos americanos por agentes federais de imigração em Minnesota.

Com isso, o financiamento do Departamento de Segurança Interna foi retirado do texto e substituído por um financiamento emergencial de duas semanas. O pacote alterado ainda precisa ser reaprovado pela Câmara.

O novo shutdown ocorre apenas três meses após o bloqueio mais longo da história do país, entre outubro e novembro do ano passado, que durou 43 dias e gerou atrasos no pagamento de salários de servidores, suspensão de programas sociais, cancelamento de voos e paralisação na divulgação de indicadores econômicos.

Apesar desse cenário, investidores mantêm o foco nos dados econômicos recentes, que indicam retomada da atividade industrial após quase um ano de contração. Após a divulgação desses números, o mercado reduziu levemente as apostas em cortes de juros pelo Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA), que havia pausado as reduções na semana passada.

Os mercados monetários indicam agora que o próximo corte pode ocorrer em julho.

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