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Irã prevê 'mais uma derrota' para os EUA após novas sanções

Ministro da Economia iraniano afirma ter plano de dois anos para enfrentar medidas do governo americano

Estados Unidos e Israel iniciaram a guerra no Oriente Médio em 28 de fevereiro (ATTA KENARE /AFP)

Estados Unidos e Israel iniciaram a guerra no Oriente Médio em 28 de fevereiro (ATTA KENARE /AFP)

Naty Falla
Naty Falla

Repórter

Publicado em 24 de agosto de 2026 às 21h02.

Última atualização em 24 de agosto de 2026 às 21h03.

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O ministro da Economia do Irã, Ali Madanizadeh, afirmou nesta segunda-feira, 24, que o país tem um “plano de dois anos” para enfrentar as novas sanções anunciadas pelos Estados Unidos e prevê “mais uma derrota” para Washington.

“Os Estados Unidos fizeram tudo o que podiam para testar a determinação do povo iraniano e dos líderes do país, mas fracassaram todas as vezes. Parece que queriam sofrer mais uma derrota”, declarou Madanizadeh à televisão estatal.

As novas medidas foram anunciadas pelo secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, que afirmou que o governo americano pretende promover uma “asfixia econômica” do Irã e alertou para consequências graves a países e entidades que não aderirem à campanha.

Segundo Bessent, o objetivo é cortar as fontes de sustentação econômica do governo iraniano até deixar Teerã “completamente isolada”.

O Departamento do Tesouro informou que adotou medidas contra cinco setores considerados críticos: ativos digitais, tecnologia, ouro, aviação e transporte marítimo.

Washington também pretende impedir o acesso ao sistema do dólar americano de entidades envolvidas na lavagem de dinheiro em nome do Irã. “Qualquer entidade que facilitar a lavagem de dinheiro em nome do Irã será excluída do sistema do dólar americano”, afirmou Bessent.

Questionado sobre a possibilidade de bancos chineses que mantêm operações com o Irã serem atingidos pelas medidas, o secretário respondeu que “ninguém está fora do alcance das sanções americanas”.

As novas medidas acontecem quase seis meses após o início da guerra contra Teerã, que permanece em um impasse, com as negociações de paz paralisadas. O Irã também bloqueia a maior parte do tráfego pelo Estreito de Ormuz, rota considerada crucial para o comércio de hidrocarbonetos.

Estados Unidos e Israel iniciaram a guerra no Oriente Médio em 28 de fevereiro, com uma onda de bombardeios contra o Irã, seguida por represálias iranianas em diferentes pontos da região.

(Com informações da AFP)

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