Mundo

Irã permite passagem de navios de ajuda humanitária pelo estreito de Ormuz

Governo autoriza trânsito de embarcações com bens essenciais em meio ao conflito, estabelecendo protocolos de segurança

Guerras: trânsito humanitário no estreito de Ormuz é autorizado (Gallo Images/Orbital Horizon/Copernicus Sentinel Data 2026/Getty Images)

Guerras: trânsito humanitário no estreito de Ormuz é autorizado (Gallo Images/Orbital Horizon/Copernicus Sentinel Data 2026/Getty Images)

Publicado em 4 de abril de 2026 às 10h32.

O Irã autorizou neste sábado, 4, a passagem de navios que transportam produtos básicos e ajuda humanitária pelo estreito de Ormuz, tanto para portos iranianos quanto para embarcações que operam em suas águas, em meio à tensão na região.

“O objetivo é permitir o trânsito de navios que se dirigem aos portos iranianos ou que se encontram em operação dentro de suas águas”, informou o Ministério da Agricultura iraniano em comunicado divulgado pela agência Tasnim, ligada à Guarda Revolucionária.

De acordo com a agência, a medida foi aprovada pelo governo e pelas Forças Armadas, abrangendo especialmente navios carregados com alimentos essenciais e suprimentos para o gado.

O ministério acrescentou que protocolos específicos foram estabelecidos para assegurar a passagem segura das embarcações pelo estreito de Ormuz, que permanece praticamente bloqueado pelo Irã desde o início da guerra, em 28 de fevereiro.

O fechamento dessa rota estratégica, responsável pelo transporte de 20% do petróleo mundial, provocou forte aumento no preço do barril de Brent. Desde o começo do conflito, o petróleo subiu entre 40% e 50%, impactando diversos setores da economia global, como energia, transporte e alimentos.

Acompanhe tudo sobre:Estreito de OrmuzIrã - PaísIsraelEstados Unidos (EUA)Guerras

Mais de Mundo

AIEA confirma ataque próximo de usina nuclear no Irã com um morto

Exportações de petróleo do Irã aumentam apesar da guerra

Terremoto no Afeganistão mata 12 pessoas; oito eram da mesma família

Explosão causa danos em centro pró-Israel nos Países Baixos