Outros dois porta-vozes do movimento estudantil também foram detidos (chandlervid85/Freepik)
Repórter de ESG
Publicado em 10 de outubro de 2026 às 10h58.
Abhijeet Dipke, líder do movimento estudantil “baratas”, foi detido neste sábado, 10, em Nova Délhi antes de um protesto pela renúncia de Gyanesh Kumar, presidente da Comissão Eleitoral da Índia, segundo o CJP, partido ligado ao movimento. O ato contestava uma revisão que retirou 130 milhões de nomes das listas eleitorais, segundo a imprensa; a comissão nega irregularidades.
O líder do movimento estudantil conhecido como “baratas”, Abhijeet Dipke, foi detido neste sábado, 10, em Nova Délhi antes de uma manifestação que pedia a renúncia do presidente da Comissão Eleitoral da Índia, Gyanesh Kumar, segundo o partido ligado ao movimento.
“Abhijeet Dipke detido!”, publicou o Partido do Povo das Baratas, o CJP, nas redes sociais. A legenda acompanhava imagens feitas na escada de um avião, do qual Dipke teria desembarcado na capital para participar do protesto.
A manifestação havia sido convocada sem autorização.
O CJP também afirmou que outros dois porta-vozes do movimento foram detidos. A polícia, porém, não confirmou as prisões.
Segundo a imprensa, o processo resultou na retirada de 130 milhões de nomes dos registros eleitorais.
A revisão, iniciada no ano passado, tem como objetivo declarado excluir cadastros duplicados, pessoas mortas e registros considerados fraudulentos.
Os críticos, no entanto, afirmam que o procedimento também estaria excluindo minorias, especialmente muçulmanos, além de populações mais vulneráveis. A acusação é de que o processo beneficiaria o Bharatiya Janata Party, o BJP, partido do primeiro-ministro Narendra Modi.
A Comissão Eleitoral da Índia, a CEI, nega irregularidades na revisão.
Na sexta-feira, mais de 20 mil policiais foram mobilizados no centro de Nova Délhi, segundo a agência Press Trust of India, a PTI, em uma operação para impedir a realização de protestos.
As forças de segurança também interromperam o acesso à internet e fecharam diversas estações de metrô.
Neste sábado, poucos manifestantes conseguiram se aproximar do local previsto para o ato.
O CJP elevou o tom das críticas após as detenções. “Para salvar seu amigo traidor”, afirmou o partido em referência ao presidente da Comissão Eleitoral, “o ditador declarou guerra a seus próprios cidadãos”, em uma crítica ao primeiro-ministro Narendra Modi.
As detenções e o reforço policial ampliam a tensão política em torno de um processo eleitoral que já vinha sendo contestado pela oposição e pelos movimentos estudantis. No centro da disputa está a legitimidade da revisão dos registros: enquanto o governo sustenta que a medida busca eliminar inconsistências, os opositores afirmam que ela pode alterar de forma desigual o acesso ao voto.
Abhijeet Dipke foi detido antes de participar de uma manifestação sem autorização que pedia a renúncia de Gyanesh Kumar, presidente da Comissão Eleitoral da Índia, segundo o CJP. A polícia não confirmou a prisão.
O CJP afirmou que outros dois porta-vozes do movimento estudantil também foram detidos. A polícia, porém, não confirmou nenhuma das prisões anunciadas pelo partido.
Os críticos afirmam que a revisão exclui minorias, especialmente muçulmanos, e populações vulneráveis, além de beneficiar o Bharatiya Janata Party, partido do primeiro-ministro Narendra Modi. A Comissão Eleitoral da Índia nega irregularidades.
A revisão resultou na retirada de 130 milhões de nomes dos registros eleitorais, segundo a imprensa. O objetivo declarado do processo é excluir cadastros duplicados, pessoas mortas e registros considerados fraudulentos.
Mais de 20 mil policiais foram mobilizados no centro de Nova Délhi na sexta-feira, segundo a agência Press Trust of India. As forças de segurança também interromperam o acesso à internet e fecharam diversas estações de metrô.
Gyanesh Kumar é o presidente da Comissão Eleitoral da Índia. O movimento “baratas” e o Partido do Congresso pedem sua saída em meio às críticas à revisão das listas eleitorais do país.