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Guerra entre Israel, EUA e Irã entra no 5º dia com ataques a Teerã e avanço no Líbano

Guarda Revolucionária diz controlar o Estreito de Ormuz, EUA retiram funcionários da região e funeral de Khamenei começa em Teerã

Guerra Israel-Irã: fumaça após bombardeio em Teerã no quinto dia de conflito no Oriente Médio (Reprodução/AFP)

Guerra Israel-Irã: fumaça após bombardeio em Teerã no quinto dia de conflito no Oriente Médio (Reprodução/AFP)

Publicado em 4 de março de 2026 às 06h39.

Última atualização em 4 de março de 2026 às 07h47.

A guerra entre Israel, Estados Unidos e Irã entrou no quinto dia nesta quarta-feira, 4, com uma nova onda de bombardeios contra Teerã, ameaças públicas de autoridades israelenses à sucessão do regime iraniano e ampliação do conflito no Líbano.

O Exército israelense anunciou que a Força Aérea iniciou “ataques em larga escala contra alvos do regime” na capital iraniana.

A ofensiva começou no sábado, quando forças de Israel e Estados Unidos atingiram Teerã e mataram o líder supremo iraniano, Ali Khamenei, de 86 anos, dois dias após negociações fracassadas sobre o programa nuclear da República Islâmica.

Nesta quarta-feira, o principal conselheiro do antigo aiatolá, afirmou que não tem intenção de negociar com os Estados Unidos.

"Não temos nenhuma confiança nos americanos e não temos nenhuma base para negociar com eles. Podemos continuar a guerra pelo tempo que desejarmos", disse Mohammad Mokhbar à televisão estatal iraniana.

Ameaça à sucessão no Irã e funeral de Khamenei

O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, afirmou que qualquer dirigente escolhido para suceder Khamenei será alvo. Segundo ele, todo líder que mantenha o que chamou de plano de destruição de Israel e ameaça aos Estados Unidos “será um alvo, não importa o nome ou onde se esconda”.

O funeral de Estado de Khamenei começa na noite desta quarta-feira em Teerã e deve durar três dias, segundo a agência estatal Irna. O corpo será velado na Grande Mesquita Imã Khomeini antes do enterro em Mashhad, cidade sagrada no nordeste do país onde o aiatolá nasceu.

Irã fala em controle do Estreito de Ormuz

A Guarda Revolucionária iraniana declarou que tem “controle total” do Estreito de Ormuz, ponto estratégico para o comércio global de petróleo na entrada do Golfo Pérsico.

Segundo a agência Fars, o comandante naval Mohamad Akbarzadeh afirmou que a área está sob domínio da Marinha iraniana.

O presidente dos EUA, Donald Trump, disse na terça-feira que a Marinha americana pode escoltar petroleiros na região “se for necessário”, diante das ameaças de bloqueio por parte de Teerã.

A Guarda Revolucionária também afirmou ter lançado mais de 40 mísseis contra alvos americanos e israelenses na 17ª fase da operação “Promessa Honesta-4”, no quinto dia de represálias.

EUA retiram funcionários e preparam apoio a americanos

O Departamento de Estado dos EUA ordenou a saída de funcionários não essenciais dos consulados em Karachi e Lahore, no Paquistão, por “riscos de segurança”. A sede diplomática em Islamabad não teve alteração de status.

Washington também autorizou a retirada voluntária de funcionários na Arábia Saudita, no Chipre e em Omã, em meio à escalada regional. No fim de semana, protestos em frente ao consulado americano em Karachi, contra a morte de Khamenei, deixaram dez mortos após tentativa de invasão do prédio.

Na terça-feira, o governo americano informou que prepara “medidas históricas” para ajudar cidadãos dos EUA que queiram deixar o Oriente Médio.

Líbano soma mortos e amplia deslocamento

O conflito também se intensificou no Líbano, que foi arrastado para a guerra após o grupo pró-iraniano Hezbollah lançar ataques contra Israel em apoio a Teerã.

Bombardeios israelenses nesta quarta-feira deixaram pelo menos 11 mortos em regiões ao sul de Beirute e na cidade de Baalbek, segundo o Ministério da Saúde libanês e a agência estatal ANI. Em Aramoun e Saadiyat, seis pessoas morreram e oito ficaram feridas. Em Baalbek, um ataque contra um prédio de quatro andares matou cinco pessoas e deixou 15 feridos; equipes de resgate buscam desaparecidos nos escombros.

Um bombardeio também atingiu o Hotel Comfort, no subúrbio de Baabda, causando danos materiais e deixando ao menos cinco feridos, segundo o proprietário à agência EFE.

Desde segunda-feira, ao menos 56 pessoas morreram e mais de 335 ficaram feridas no território libanês, segundo balanço oficial. Autoridades informaram ainda o deslocamento de mais de 58 mil pessoas.

O Exército israelense emitiu ordens de evacuação imediata para dezenas de cidades e vilarejos no sul do Líbano e afirmou que continuará atacando o Hezbollah até o desarmamento do grupo.

*Com informações da AFP e EFE 

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