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Trump desafia bloqueio do Irã e diz que os EUA escoltarão navios que atravessarem Estreito de Ormuz

Na segunda-feira, Teerã determinou o bloqueio da região e afirmou que atacará qualquer embarcação que violar a ordem

Mateus Omena
Mateus Omena

Repórter

Publicado em 3 de março de 2026 às 17h05.

Última atualização em 3 de março de 2026 às 18h34.

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta terça-feira, 3, que a Marinha americana vai oferecer escolta aos navios que atravessarem o Estreito de Ormuz. A declaração ocorre um dia após Teerã anunciar o bloqueio da região e ameaçar qualquer embarcação que violar a determinação.

“Isso estará disponível para todas as companhias de navegação”, escreveu Trump em uma publicação na rede social Truth Social. “Se necessário, a Marinha dos Estados Unidos começará a escoltar petroleiros pelo Estreito de Ormuz o mais rápido possível”.

Na publicação, Trump também disse que os EUA vão assegurar aos petroleiros a continuidade do fluxo livre no Estreito de Ormuz, apesar do conflito envolvendo o Irã. “Aconteça o que acontecer, os Estados Unidos garantirão o LIVRE FLUXO DE ENERGIA para o MUNDO”, acrescentou.

O presidente americano também ressaltou o tamanho do poder militar e econômico do país e que medidas rígidas serão aplicadas em breve. “O PODER ECONÔMICO e MILITAR dos Estados Unidos é o MAIOR DA TERRA — Mais ações virão.”

Guerra no Oriente Médio

Estados Unidos e Israel iniciaram no sábado, 28, uma ofensiva aérea contra o Irã em meio a impasses relacionados ao programa nuclear do país. A ação ocorre em um cenário de tensão regional envolvendo instalações estratégicas e bases militares.

Após os ataques, Teerã anunciou retaliações contra países do Oriente Médio que abrigam bases norte-americanas, entre eles Emirados Árabes Unidos, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia e Iraque. Os governos desses países passaram a relatar impactos diretos das ações militares em seus territórios.

No domingo, a mídia estatal iraniana informou que o líder supremo, o aiatolá Ali Khamenei, foi uma das vítimas dos ataques conduzidos por forças americanas e israelenses.

Depois do anúncio da morte de Khamenei, o governo iraniano declarou que poderá lançar a "ofensiva mais pesada" de sua história. O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, afirmou que o país considera retaliar Israel e Estados Unidos um "direito e dever legítimo".

Em resposta, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, advertiu Teerã contra novas ações militares. "é melhor que eles não façam isso, porque se fizerem, nós os atingiremos com uma força nunca antes vista", declarou. Os confrontos entre as partes continuaram ao longo deste domingo, 1º de março.

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