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Espanha inocenta capitão e governo por naufrágio

Naufrágio em 2002 do petroleiro Prestige foi o pior desastre ambiental da história da Espanha


	Prestige 620: mais alta corte da região da Galícia determinou em seu veredicto e sentença que o desastre foi parcialmente provocado devido ao mau estado de manutenção do cargueiro de 26 anos
 (Divulgação)

Prestige 620: mais alta corte da região da Galícia determinou em seu veredicto e sentença que o desastre foi parcialmente provocado devido ao mau estado de manutenção do cargueiro de 26 anos (Divulgação)

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Da Redação

Publicado em 13 de novembro de 2013 às 14h02.

Madri - Um tribunal espanhol considerou nesta quarta-feira que a tripulação de um navio e o governo não foram criminalmente culpados pelo naufrágio em 2002 do petroleiro Prestige, o pior desastre ambiental da história da Espanha.

O afundamento na costa noroeste do país poluiu milhares de quilômetros de litoral, principalmente na Espanha, com resíduos pretos de combustível, e forçou a paralisação das mais produtivas zonas de pesca do país.

Depois de uma investigação judicial de 11 anos, a mais alta corte da região da Galícia determinou em seu veredicto e sentença que o desastre foi parcialmente provocado devido ao mau estado de manutenção do cargueiro de 26 anos.

Os três juízes disseram ser impossível estabelecer uma responsabilidade criminal e, portanto, o capitão Apostolos Mangouras, o engenheiro-chefe Nikolaos Argyropoulos e o ex-diretor da Marinha Mercante da Espanha José Luis López foram considerados inocentes da acusação de crime contra o meio ambiente.

López era o único funcionário do governo entre os acusados no caso.

Mangouras, de 78 anos, foi considerado culpado por um delito mais leve, de desobediência, e recebeu a pena de 9 meses de prisão, que foi suspensa.

Depois que uma tempestade danificou um dos tanques de combustível, o navio passou dias à deriva no mar, com 77 mil toneladas de combustível pesado a bordo. Autoridades espanholas, francesas e portuguesas recusaram permissão para atracar em seus portos.

Por fim, o petroleiro se partiu em dois e afundou a cerca de 250 milhas da costa, continuando a esparramar óleo na água.

O capitão foi acusado de desobedecer as autoridades do governo, que queriam que o navio ficasse o mais longe possível da costa. A corte considerou que essa decisão governamental foi correta.

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