Miguel Diaz-Canel, presidente de Cuba (Handout / CUBA TV/AFP)
Redação Exame
Publicado em 5 de fevereiro de 2026 às 16h31.
O presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, afirmou, nesta quinta-feira, 5, que Cuba está disposta a dialogar com os Estados Unidos sobre qualquer assunto, mas "sem pressão", em um momento em que Washington intensifica as ameaças contra a ilha.
Esse diálogo deve ocorrer "a partir de uma posição de igualdade, com respeito à nossa soberania, nossa independência, nossa autodeterminação" e sem "interferência em nossos assuntos internos", disse Díaz-Canel em um pronunciamento televisionado.
Desde o ataque à Venezuela, no qual foi deposto o presidente Nicolás Maduro, os Estados Unidos assumiram o controle do setor petroleiro venezuelano, Donald Trump tem multiplicado as ameaças contra a ilha.
Além de cortar o fornecimento de petróleo venezuelano e o dinheiro de Caracas para a ilha, Trump assinou, nesta quinta-feira, 5, um decreto que contempla a imposição de tarifas aduaneiras para os países que venderem petróleo para Havana, sob o argumento de que a ilha representa uma "ameaça excepcional" para seu país.
Na segunda-feira, o magnata republicano assegurou que o México, que fornece petróleo a Cuba desde 2023, deixaria de fazê-lo.
Díaz-Canel destacou que as medidas anunciadas pelo "governo imperial", que pretende asfixiar a economia da ilha, levaram o país a "enfrentar um desabastecimento agudo de combustível".
Na segunda-feira, o vice-chanceler cubano, Carlos Fernández de Cossío, disse à AFP que "não existe um diálogo especificamente neste momento, mas tem havido trocas de mensagens."
*Com informações da AFP