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Cuba sofre novo apagão generalizado nesta segunda-feira

Cortes de eletricidade tornaram-se mais frequentes no país desde que o governo de Donald Trump interrompeu os envios de petróleo da Venezuela

Mateus Omena
Mateus Omena

Repórter

Publicado em 16 de março de 2026 às 18h18.

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Cuba registrou nesta segunda-feira, 16, um apagão generalizado, informou a companhia elétrica estatal do país. O episódio ocorre em meio à crise energética enfrentada pela ilha, provocada pelo bloqueio imposto pelos Estados Unidos.

Os cortes de eletricidade tornaram-se mais frequentes no país, cuja economia enfrenta forte desaceleração desde que o governo de Donald Trump interrompeu os envios de petróleo da Venezuela, principal fornecedora de combustível de Cuba, e ameaçou aplicar sanções a nações que comercializem petróleo com a ilha.

A falha no fornecimento foi causada por “uma desconexão total do Sistema Eletroenergético Nacional”, informou a União Elétrica de Cuba (UNE) em publicação na rede social X. “Começam a ser implementados os protocolos para o restabelecimento”, acrescentou a empresa.

No início de março, Cuba já havia enfrentado outro apagão que atingiu cerca de dois terços do território nacional, incluindo a capital, Havana. A produção de eletricidade no país depende de um conjunto de usinas termoelétricas antigas, algumas com mais de quatro décadas de funcionamento.

A ilha, com 9,6 milhões de habitantes, registra sucessivos apagões desde o fim de 2024. A população também convive com cortes programados diários no fornecimento de energia. Nos últimos meses, interrupções superiores a 15 horas foram registradas em Havana, enquanto em províncias os cortes podem ultrapassar um dia.

Desde 9 de janeiro, nenhum navio petroleiro chegou ao país, situação que levou o governo de Miguel Díaz-Canel a adotar medidas de contenção, como a suspensão da venda de diesel, o racionamento de gasolina e a redução de alguns serviços hospitalares.

Para justificar sua política, Washington afirma que Cuba representa uma “ameaça excepcional” à segurança nacional dos Estados Unidos, em razão de suas relações com países como China, Rússia e Irã.

O governo cubano, por sua vez, acusa Trump de tentar “asfixiar” a economia da ilha comunista, que está submetida a embargo norte-americano desde 1962 e que, nos últimos anos, enfrentou um endurecimento das sanções impostas pelos Estados Unidos.

*Com informações da agência AFP. 

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