Embaixador venezuelano fala em “guerra colonial” e tentativa de impor governo fantoche (Reprodução/Redes Sociais)
Redação Exame
Publicado em 3 de janeiro de 2026 às 18h44.
O Conselho de Segurança das Nações Unidas deve se reunir na próxima segunda-feira, 5, para tratar da ação militar dos Estados Unidos na Venezuela.
Os norte-americanos capturaram o presidente venezuelano Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores.
Segundo diplomatas, a reunião do colegiado — formado por 15 países — foi solicitada pela Colômbia, com apoio de Rússia e China.
Maduro será transferido a prisão federal após chegar a Nova York, diz emissoraEm carta enviada ao Conselho neste sábado, 3, o embaixador da Venezuela na ONU, Samuel Moncada, afirmou que a ofensiva representa "uma guerra colonial" destinada a destruir o sistema republicano do país, escolhido pela população, e a impor um governo fantoche que permita a exploração de recursos naturais, incluindo as maiores reservas de petróleo do mundo.
Moncada acusou os Estados Unidos de violarem a Carta das Nações Unidas, que determina que os países-membros devem se abster de ameaçar ou usar a força contra a integridade territorial ou a independência política de outros Estados.
Venezuela já foi rica e chamada de 'Arábia Saudita' da América LatinaMais cedo, o porta-voz do secretário-geral da ONU, Stéphane Dujarric, classificou a ação militar americana como "um precedente perigoso".
(Com informações da agência de notícias Reuters)