Exame Logo

Combates contra o EI destruíram cerca de 30% de Fallujah

O representante do Conselho Local estimou que 90 mil pessoas foram obrigadas a deixar suas casas por causa dos combates

Fallujah: "Precisamos de equipes especializadas para desativar as bombas que o EI instalou nas casas" (Thaier Al-Sudani / Reuters)
DR

Da Redação

Publicado em 27 de junho de 2016 às 13h54.

Bagdá - Os combates entre o Exército do Iraque e o grupo terrorista Estado Islâmico (EI) destruíram cerca de 30% da cidade de Fallujah, informaram nesta segunda-feira fontes locais.

"Após percorremos os bairros de Fallujah, estimamos que a média de destruição que afetou a cidade em torno de 30%", disse o membro do Conselho Local, Sami al Dalmi, em declarações à Agência Efe.

"Precisamos de equipes especializadas para desativar as bombas porque o EI instalou explosivos em todas as casas dos membros das forças de segurança, funcionários estatais e de alguns xeques de clãs, além de todos os outros opositores", ressaltou, acrescentando que o mesmo ocorreu nos edifícios governamentais.

Sobre o tempo necessário para reconstruir a cidade, Al Dami disse que isso dependerá "do número de equipes, da cooperação do governo central e da comunidade internacional".

"Se enviarem muitas equipes especializadas com equipamento moderno, a reabilitação requereria apenas algumas semanas. Mas se só a polícia local e seus analistas atuarem, precisaremos de meses, situação que prolongará o sofrimento dos deslocados", alertou.

O representante do Conselho Local estimou que 90 mil pessoas foram obrigadas a deixar suas casas por causa dos combates.

Elas agora estão vivendo em tendas, onde vivem em péssima situação devido às altas temperaturas, à escassez de alimentos e produtos básicos.

O governador da província de Al-Anbar, onde está Fallujah, Suheib al Rawi, indicou que a reconstrução da cidade terá início em breve para garantir o rápido retorno dos deslocados.

"O governo e todos seus responsáveis, antes do anúncio definitivo da libertação total de Fallujah, se apressaram para formar uma comissão competente para a reconstrução e estabilidade", destacou.

Uma fonte militar, que preferiu manter o anonimato, disse à Agência Efe que a situação é tranquila na cidade. A unidade de luta antiterrorista entregará em breve a responsabilidade de garantir a segurança de Fallujah à polícia de Al-Anbar.

Uma deslocada de Fallujah contou a situação vivida por ela e seus quatro filhos em um dos acampamentos montados para os que foram obrigados a deixar suas casas. Ela e as crianças tentam se proteger do sol, cujas temperaturas chegam a 48 graus, com uma tenda.

"Vivíamos com temor e fome em Fallujah quando o EI controlava a cidade, e agora continuamos com fome e em circunstâncias difíceis, mas isso é melhor do que viver sob o comando do EI. Há quatro dias não cozinho para meus filhos porque não tenho dinheiro para comprar alimentos", disse a mulher.

"Esperamos a ajuda das pessoas generosas e das organizações internacionais, mas é pouco porque o número de deslocados é muito alto. Eu e meus filhos vivemos só de pão, leite e melancia", revelou.

Veja também

Bagdá - Os combates entre o Exército do Iraque e o grupo terrorista Estado Islâmico (EI) destruíram cerca de 30% da cidade de Fallujah, informaram nesta segunda-feira fontes locais.

"Após percorremos os bairros de Fallujah, estimamos que a média de destruição que afetou a cidade em torno de 30%", disse o membro do Conselho Local, Sami al Dalmi, em declarações à Agência Efe.

"Precisamos de equipes especializadas para desativar as bombas porque o EI instalou explosivos em todas as casas dos membros das forças de segurança, funcionários estatais e de alguns xeques de clãs, além de todos os outros opositores", ressaltou, acrescentando que o mesmo ocorreu nos edifícios governamentais.

Sobre o tempo necessário para reconstruir a cidade, Al Dami disse que isso dependerá "do número de equipes, da cooperação do governo central e da comunidade internacional".

"Se enviarem muitas equipes especializadas com equipamento moderno, a reabilitação requereria apenas algumas semanas. Mas se só a polícia local e seus analistas atuarem, precisaremos de meses, situação que prolongará o sofrimento dos deslocados", alertou.

O representante do Conselho Local estimou que 90 mil pessoas foram obrigadas a deixar suas casas por causa dos combates.

Elas agora estão vivendo em tendas, onde vivem em péssima situação devido às altas temperaturas, à escassez de alimentos e produtos básicos.

O governador da província de Al-Anbar, onde está Fallujah, Suheib al Rawi, indicou que a reconstrução da cidade terá início em breve para garantir o rápido retorno dos deslocados.

"O governo e todos seus responsáveis, antes do anúncio definitivo da libertação total de Fallujah, se apressaram para formar uma comissão competente para a reconstrução e estabilidade", destacou.

Uma fonte militar, que preferiu manter o anonimato, disse à Agência Efe que a situação é tranquila na cidade. A unidade de luta antiterrorista entregará em breve a responsabilidade de garantir a segurança de Fallujah à polícia de Al-Anbar.

Uma deslocada de Fallujah contou a situação vivida por ela e seus quatro filhos em um dos acampamentos montados para os que foram obrigados a deixar suas casas. Ela e as crianças tentam se proteger do sol, cujas temperaturas chegam a 48 graus, com uma tenda.

"Vivíamos com temor e fome em Fallujah quando o EI controlava a cidade, e agora continuamos com fome e em circunstâncias difíceis, mas isso é melhor do que viver sob o comando do EI. Há quatro dias não cozinho para meus filhos porque não tenho dinheiro para comprar alimentos", disse a mulher.

"Esperamos a ajuda das pessoas generosas e das organizações internacionais, mas é pouco porque o número de deslocados é muito alto. Eu e meus filhos vivemos só de pão, leite e melancia", revelou.

Acompanhe tudo sobre:Estado IslâmicoIraqueTerrorismo

Mais lidas

exame no whatsapp

Receba as noticias da Exame no seu WhatsApp

Inscreva-se

Mais de Mundo

Mais na Exame