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Mundo enfrenta a maior crise energética da história, diz diretor da IEA

Guerra no Irã mergulha setor de energia global em profunda crise por dependência de combustíveis fósseis

Fatih Birol, diretor executivo da Agência Internacional de Energia. (Ludovic Marin/AFP)

Fatih Birol, diretor executivo da Agência Internacional de Energia. (Ludovic Marin/AFP)

Publicado em 30 de abril de 2026 às 12h01.

Última atualização em 30 de abril de 2026 às 12h03.

O mundo enfrenta “a maior crise energética de sua história”, provocada pela guerra no Oriente Médio e pelas perturbações no comércio de hidrocarbonetos, afirmou nesta quinta-feira o diretor da Agência Internacional de Energia (IEA, na sigla em inglês), Fatih Birol.

Assim como na invasão russa da Ucrânia em 2022, o conflito no Oriente Médio evidenciou a forte dependência mundial dos combustíveis fósseis.

O fechamento do Estreito de Ormuz pelo Irã, por onde passavam 20% do petróleo e do gás natural liquefeito do mundo, disparou os preços do barril de petróleo a níveis não vistos em quatro anos.

Barril acima de US$ 100

O Brent do Mar do Norte chegou a ser cotado nesta quinta-feira a 126 dólares  (629 reais), enquanto os Estados Unidos também impõem um bloqueio naval aos portos iranianos.

O prolongado fechamento dessa passagem marítima crucial para o comércio mundial ameaça causar problemas de abastecimento e escassez a longo prazo.

Em uma conferência da AIE em Paris, onde o organismo tem sua sede, Birol assegurou que esse encarecimento está “colocando muita pressão em muitos países”.

“O mundo enfrenta a maior crise energética de sua história”, disse ele durante uma conferência na capital francesa dedicada às energias renováveis. “Os mercados de petróleo e gás terão grandes dificuldades”, insistiu.

Nesse mesmo fórum, o presidente da cúpula climática COP31, que será realizada na Turquia no fim do ano, Murat Kurum, fez um pedido para “acelerar a transição para as energias limpas”.

“Agora sabemos claramente que a economia mundial precisa mudar seu modelo energético. E a etapa mais crucial consiste em acelerar a transição para as energias limpas”, afirmou Kurum, segundo a tradução de um intérprete de seu discurso em turco.

Com informações da AFP

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