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Medida da China zera tarifas para países africanos e prevê novos acordos comerciais

O ano de 2026 marca 70 anos do início das relações diplomáticas entre China e países africanos

Cyril Ramaphosa, presidente da África do Sul (à esq), cumprimenta o dirigente Xi Jinping, em Pequim, em visita em 2018 (Andy Wong/Getty Images)

Cyril Ramaphosa, presidente da África do Sul (à esq), cumprimenta o dirigente Xi Jinping, em Pequim, em visita em 2018 (Andy Wong/Getty Images)

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Agência

Publicado em 30 de abril de 2026 às 16h54.

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A China anunciou que aplicará tarifa zero a produtos de 20 países africanos entre 1º de maio de 2026 e 30 de abril de 2028. A medida, divulgada em 28 de abril pela Comissão de Tarifas Aduaneiras do Conselho de Estado, integra a política de tarifas preferenciais e alcança países que mantêm relações diplomáticas com Pequim e não fazem parte do grupo dos Países Menos Desenvolvidos (PMDs).

Segundo o comunicado, produtos sujeitos a cotas tarifárias terão tarifa zerada apenas dentro do limite estabelecido. As quantidades que excederem a cota continuarão sujeitas às tarifas vigentes.

Além disso, o governo chinês informou que, ao longo do período de dois anos, manterá negociações para firmar Acordos de Parceria Econômica para o Desenvolvimento Compartilhado com os países africanos incluídos na medida.

No caso dos 33 países africanos classificados como menos desenvolvidos e com relações diplomáticas com a China, já está em vigor, desde 1º de dezembro de 2024, a isenção tarifária para 100% das linhas de produtos.

Com a ampliação da política, a partir de maio de 2026 a China passará a conceder tratamento de tarifa zero, de forma unilateral, a todos os países africanos com os quais mantém relações diplomáticas, além de abranger os países menos desenvolvidos neste grupo.

De acordo com o Ministério do Comércio, a decisão busca ampliar a abertura econômica e avançar na política comercial do país. A pasta também relaciona a medida aos compromissos firmados no Fórum de Cooperação China-África.

O ministério avalia que a iniciativa tende a ampliar o fluxo de comércio e investimentos entre China e África e a apoiar o crescimento econômico dos países africanos.

O governo chinês informou que seguirá com a implementação da política em coordenação com outros órgãos e dará continuidade às negociações dos acordos econômicos, com base em princípios de consulta e benefícios recíprocos. O ano de 2026 marca 70 anos do início das relações diplomáticas entre China e países africanos.

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