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Com 864 vítimas em 24 horas, Espanha volta a bater recorde de mortes

No total, a Espanha registra mais de 9 mil mortos por coronavírus e mais de 100 mil casos foram notificados

Profissionais de saúde transferem paciente de ambulância para hospital em Leganés, na Espanha
26/03/2020
REUTERS/Susana Vera (Susana Vera/Reuters)

Profissionais de saúde transferem paciente de ambulância para hospital em Leganés, na Espanha 26/03/2020 REUTERS/Susana Vera (Susana Vera/Reuters)

EC

Estadão Conteúdo

Publicado em 1 de abril de 2020 às 09h20.

Última atualização em 2 de abril de 2020 às 02h47.

A Espanha voltou a registrar um número recorde de mortes diárias por coronavírus nesta quarta-feira, dia 1º. Nas últimas 24 horas a covid-19 fez 864 vítimas no país ibérico, que atingiu a marca de 9.053 mortos, o que o coloca atrás apenas da Itália. De acordo com o ministério da Saúde local, mais de 100 mil casos já foram notificados em território espanhol desde o começo da pandemia.

O recorde diário de mortes pela doença vem sendo batido dia a dia na Espanha, de acordo com os dados oficiais do ministério da Saúde local. Na terça-feira, 31, um novo recorde havia sido estabelecido, mas não durou nem um dia. Na semana passada, o número de mortes por dia também atingiu os maiores patamares até então em dias consecutivos.

Em termos percentuais, que as autoridades espanholas estabelecem como um indicador de que a epidemia se estabiliza, o crescimento da mortalidade mantém sua paulatina desaceleração. Nas últimas 24 horas, alcançou 10,6%, contra os 27% registrados há uma semana. Os casos notificados também mostraram uma desaceleração em termos percentuais, subindo 8,2% por dia, contra os 20% de uma semana atrás.

Madri se mantém como a região da Espanha mais afetada pela epidemia, com pouco mais de 40% dos casos. Na Catalunha, a doença segue em expansão, e a região registra mais pacientes em cuidado intensivo do que a capital.

Os quase 47 milhões de espanhóis se mantêm confinados desde 14 de março. Desde a última segunda-feira, o governo determinou a paralisação, por duas semanas, de todas as atividades econômicas não essenciais, para frear o contágio e evitar saturar os hospitais. Muitos já operam no limite nas zonas mais atingidas. (Com agências internacionais).

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