Chefe do Hezbollah morre em suposto ataque israelense

Badredine participou da maior parte das "operações da resistência islâmica desde 1982", segundo a nota do Hezbollah

	Hezbollah: Badredine participou da maior parte das "operações da resistência islâmica desde 1982", segundo a nota do Hezbollah
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Hezbollah: Badredine participou da maior parte das "operações da resistência islâmica desde 1982", segundo a nota do Hezbollah (AFP)
Por Da RedaçãoPublicado em 13/05/2016 08:48 | Última atualização em 13/05/2016 08:48Tempo de Leitura: 2 min de leitura

Beirute - O líder militar do grupo xiita libanês Hezbollah e chefe de suas operações na Síria, Mustafa Badredine, morreu em um suposto ataque aéreo das forças de Israel em território sírio, informou nesta sexta-feira o grupo xiita libanês em comunicado.

O Hezbollah explicou que Badredin, cujo nome de guerra era "Zu al Fiqar", morreu em uma "forte explosão dirigida contra uma de nossas sedes, localizada perto do aeroporto internacional de Damasco, que também deixou vários feridos".

Informações indicam a que a explosão foi provocada por um ataque da aviação israelense, mas o grupo xiita disse que ainda está investigando as causas por trás da mesma.

O Hezbollah qualificou Badredin de "grande líder jihadista" (combatente islâmico) e garantiu que "após uma vida plena de jihad (guerra santa), cativeiro, ferimentos e grandes conquistas, terminou como um mártir".

Badredine participou da maior parte das "operações da resistência islâmica desde 1982", segundo a nota do Hezbollah.

Além disso, Badredin era considerado um dos autores intelectuais e executores do assassinato do ex-primeiro-ministro libanês, Rafik Hariri, em 14 de fevereiro de 2005, após a explosão de um carro-bomba em Beirute.

Seu nome aparece na lista de terroristas dos Estados Unidos e, há alguns meses, a Arábia Saudita também o incluiu em uma lista negra por realizar operações fora do Líbano.

Badredin é o segundo líder do Hezbollah assassinado em Damasco, depois do atentado com um carro-bomba em fevereiro de 2008, também atribuído a Israel, contra Imad Mugniye, antigo chefe militar da milícia libanesa.

O movimento tem fortes vínculos com o regime do presidente sírio, Bashar al Assad, que pertence a uma seita xiita, e atualmente participa do conflito sírio ao lado das tropas governamentais.