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Ataques em Damasco e Aleppo deixam pelo menos 27 mortos

Desses mortos, pelo menos 18 perderam a vida por ataques por parte das forças governamentais contra bairros em mãos de facções rebeldes


	Aleppo: o exército sírio confirmou hoje o cerco total aos distritos orientais de Aleppo, após o corte de todas as vias de provisões
 (Abdalrhman Ismail / Reuters)

Aleppo: o exército sírio confirmou hoje o cerco total aos distritos orientais de Aleppo, após o corte de todas as vias de provisões (Abdalrhman Ismail / Reuters)

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Da Redação

Publicado em 27 de julho de 2016 às 14h39.

Beirute - Pelo menos 27 pessoas morreram nesta quarta-feira por bombardeios e disparo de foguetes em zonas sob controle de opositores ao regime sírio na periferia de Damasco e na província de Aleppo, no norte do país, segundo o Observatório Sírio de Direitos Humanos.

Desses mortos, pelo menos 18 perderam a vida, entre eles quatro menores e mulheres, por ataques aéreos e pelo lançamento de projéteis de artilharia por parte das forças governamentais contra bairros do leste da cidade de Aleppo, em mãos de facções rebeldes.

O Exército sírio confirmou hoje em comunicado o cerco total aos distritos orientais de Aleppo, após o corte de todas as vias de provisões.

Enquanto isso, nos arredores dessa população, pelo menos três civis morreram por um bombardeio contra a cidade de Kafr Hamra, ao oeste de Aleppo.

Por sua vez, facções islâmicas lançaram foguetes contra as zonas de Yalame e Maaranaz, sob o domínio das Forças da Síria Democrática (FSD), uma coalizão armada curdo-árabe respaldada pelos EUA, em Aleppo, onde deixaram um ferido.

Os grupos rebeldes e islâmicos acusam as FSD de colaborarem com os soldados do regime sírio, o que é negado pelo grupo.

Por outro lado, pelo menos seis pessoas morreram por bombardeios de aviões de guerra de origem desconhecida contra a área de Beit Saua, na região de Ghouta Oriental, o principal reduto opositor dos arredores de Damasco.

Enquanto isso, prosseguem os combates entre os soldados governamentais, que estão apoiados pela organização xiita libanesa Hezbollah, e combatentes rebeldes na cidade de Hosh al Fara, reduto do opositor Exército do Islã em Ghouta Oriental, onde os leais ao governo de Damasco tomaram amplas partes.

O Exército do Islã é uma das facções insurgentes mais importantes da Síria e suas bases principais estão em Ghouta Oriental. 

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