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Ataques dos EUA elevam para 115 número de mortos em ofensiva antidrogas

Desde setembro, os Estados Unidos realizaram mais de 30 ataques contra embarcações

Navio da Guarda Costeira dos EUA na base de San Juan, Porto Rico (Miguel J. Rodriguez Carrillo / AFP)

Navio da Guarda Costeira dos EUA na base de San Juan, Porto Rico (Miguel J. Rodriguez Carrillo / AFP)

Luiz Anversa
Luiz Anversa

Repórter

Publicado em 1 de janeiro de 2026 às 10h42.

O Exército dos Estados Unidos anunciou na quarta-feira, 31, que oito pessoas morreram em ataques contra três embarcações supostamente usadas pelo narcotráfico em águas internacionais. Com isso, o total de mortos em uma ofensiva que Washington afirma ter como objetivo combater o transporte de narcóticos chega a pelo menos 115.

Segundo o Comando Sul (Southcom), responsável pelas operações militares americanas na América Central e do Sul, duas rodadas de ataques foram realizadas na terça e na quarta-feira. Em comunicado publicado na rede X, o órgão informou que, na terça, três embarcações que viajavam em comboio foram atacadas. Três pessoas morreram no primeiro enfrentamento, enquanto os ocupantes das outras duas embarcações abandonaram os barcos antes que fossem afundados.

Um vídeo divulgado pelo Comando Sul mostra três botes navegando juntos, seguidos por explosões. A localização exata dos ataques não foi informada, mas operações anteriores ocorreram no Caribe ou no Pacífico Oriental. O Exército afirmou ter acionado a Guarda Costeira para operações de busca e resgate, sem detalhar o destino dos demais ocupantes.

Horas depois, um segundo comunicado relatou novos ataques contra duas embarcações, com cinco mortos. Novamente, não foram divulgadas informações sobre o local das ações.

Críticas e questionamentos

Desde setembro, os Estados Unidos realizaram mais de 30 ataques contra embarcações que, segundo o governo, seriam usadas para contrabando de drogas. Nenhuma evidência concreta foi apresentada até agora. Especialistas em direito internacional e organizações de direitos humanos afirmam que as ações podem configurar “execuções extrajudiciais”, já que os alvos não representariam ameaça imediata.

O Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos pediu que Washington investigue a legalidade dos ataques, apontando “sólidos indícios” de violações.

A ofensiva ocorre em meio à campanha do presidente Donald Trump contra o governo de Nicolás Maduro, na Venezuela. Trump acusa Maduro de liderar um cartel de drogas, enquanto o líder venezuelano nega e afirma que os EUA buscam promover uma mudança de regime para explorar as reservas de petróleo do país.

Com informações da AFP

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