A reação ao Brexit; Impasse na Colômbia…

Reino Unido fora

Em referendo realizado nesta quinta-feira 23, a população do Reino Unido optou por deixar a União Europeia, contrariando todas as pesquisas mais recentes e expectativas de casas de apostas divulgadas no dia anterior. A opção pelo Brexit – nome dado à saída do bloco – teve 51,9% dos votos e foi confirmada às 6 horas desta sexta-feira, pelo horário de Londres. Principal porta-voz pela permanência, o primeiro-ministro britânico, David Cameron, anunciou que renunciará em outubro por não ser o “capitão para guiar o país rumo a seu próximo destino”.

Divergências 

O resultado refletiu profundas diferenças entre regiões e gerações no território britânico. Uma pesquisa de boca de urna mostrou que, dentre os jovens de 18 a 24 anos, 64% eram a favor da permanência, enquanto apenas 33% dos britânicos com idade entre 50 a 64 anos compartilhavam dessa opinião. Na Escócia – onde 62% da população votou a favor do “Remain” – a primeira-ministra Nicola Sturgeon afirmou que é “democraticamente inaceitável” retirar o país da União Europeia contra seu desejo. Lideranças escocesas já afirmaram apoiar a revisão de um referendo feito em 2014, que decidiu pela permanência do país no Reino Unido.

A reação da UE

Em entrevista ao jornal britânico The Guardian, o presidente do Parlamento Europeu, Martin Schulz, afirmou que o processo de saída do Reino Unido do bloco deve ser feito o mais rápido possível. Para Schulz, não é suficiente que o início das negociações aconteça após a saída de Cameron em outubro, e afirmou que cabe à União Europeia iniciar o processo de retirada dos britânicos. Uma reunião com líderes dos 27 países do bloco foi convocada para a próxima quarta-feira 25, mas Cameron não foi convidado.

Trump na onda do Brexit

Em visita a seu campo de golf na Escócia, o manata Donald Trump disse nesta sexta que há “muitas semelhanças” entre os acontecimentos no Reino Unido e sua campanha à presidência americana. Essa é sua primeira viagem internacional depois de sua confirmação como presidenciável republicano. Vestindo uma camiseta com seu famoso slogan “Make America Great Again”, Trump afirmou que ainda não discutiu com sua equipe os impactos do Brexit nos Estados Unidos, mas que isso “em nada mudará” as relações entre os dois países.

Justo hoje, Sanders?

Enquanto isso, nos Estados Unidos, Bernie Sanders escolheu um dos dias mais atribulados da história política recente para finalmente fazer uma forte demonstração de apoio à candidata democrata Hillary Clinton. “Eu provavelmente votarei em Hillary Clinton”, disse nesta sexta à CNN. Na mesma entrevista, o senador apontou que a prioridade no momento é trabalhar para que parte de suas propostas seja incorporada à plataforma da campanha presidencial democrata.

Impasse na paz colombiana

Após a assinatura nesta quinta-feira 23 de um histórico acordo de paz, o governo colombiano e as Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) encontram-se num impasse sobre onde ocorrerá a cerimônia de assinatura do tratado final – ainda sem data prevista. Para as Farc, o processo deve continuar em Havana, onde as negociações acontecem desde 2012, enquanto o governo da Colômbia assegura que a assinatura definitiva será em seu território. Os guerrilheiros se concentrarão em 23 áreas ao redor da Colômbia, onde entregarão progressivamente suas armas à ONU.

Maduro e Ban Ki-moon 


A ONU informou que o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, e o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, tiveram um encontro privado durante sua estada em Havana para acompanhar o acordo de paz entre Colômbia e as Farc. Segundo o comunicado, Ban Ki-moon agradeceu ao venezuelano pela colaboração no cessar-fogo colombiano, e aproveitou para cobrar de Maduro um diálogo inclusivo com a oposição, afirmando que os desafios socioeconômicos da Venezuela exigem unidade por parte dos líderes políticos.

Nova etapa no referendo venezuelano

De volta à Caracas, Maduro se reuniu com Tom Shannon, subsecretário de Estado americano para Assuntos Políticos. Shannon também pediu diálogo entre o governo e a oposição, e defendeu a legalidade do referendo que questionaria a população sobre a continuação do mandato de Maduro. A oposição tem até o fim desta sexta como prazo para provar ao conselho eleitoral local a regularidade de ao menos 200.000 das 1,3 milhões de assinaturas coletadas para a abertura da votação.

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