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Zeca Pagodinho quer virar CLT — e a 'culpa' é da Caju

Campanha digital coloca o cantor em uma entrevista de emprego e reforça o papel dos benefícios na estratégia de RH

Zeca Pagodinho vive um “candidato a CLT” na campanha da Caju sobre benefícios e disputa por talentos (Divulgação)

Zeca Pagodinho vive um “candidato a CLT” na campanha da Caju sobre benefícios e disputa por talentos (Divulgação)

Juliana Pio
Juliana Pio

Editora-assistente de Marketing e Projetos Especiais

Publicado em 20 de outubro de 2025 às 11h45.

Zeca Pagodinho quer virar CLT — pelo menos na nova campanha da startup Caju. No filme “Benefícios que dão vontade de ser CLT”, criado pela AKQA Casa, o cantor topa participar de uma entrevista de emprego para ter acesso aos benefícios oferecidos pela empresa. A ação integra a estratégia da marca de reforçar o peso dos incentivos corporativos na atração e retenção de talentos.

O ponto de partida foi um vídeo de 1995, em que o cantor afirma ao apresentador Jô Soares que trabalhou pouco e não gostou da experiência. Segundo o CMO da companhia, Zachary Fox, esse contexto ajudou a construir a narrativa.

“Hoje existe uma onda de influenciadores e famosos voltando para o regime CLT e, em paralelo, uma Gen Z dizendo que não quer ser CLT. Combinando esses elementos, criamos uma narrativa onde Zeca, o artista famoso com currículo incrível que não gostava de trabalhar, agora quer para ter seus benefícios da Caju”, afirma Fox.

A campanha explora também o impacto dos pacotes de benefícios na decisão dos profissionais. Um levantamento interno da Caju foi usado como base na comunicação. “Ouvimos inúmeras histórias do ‘amor’ e conexão que eles sentem pela Caju. Essa campanha serve para conectar esse lado emocional com o lado prático para mostrar que ter Caju pode deixar as pessoas mais engajadas com o seu trabalho”, diz Eduardo del Giglio, CEO da empresa.

Giglio afirma que os benefícios se tornaram parte da estratégia das empresas. “Mostramos como a escolha dos benefícios pode influenciar positivamente a estratégia das empresas, já que eles servem para facilitar o dia a dia dos colaboradores e também funcionam como aliados do RH para atração e retenção de talentos. Investir em benefícios significa investir em pessoas”, afirma.

O cantor surge no filme como Jessé, em uma versão de si mesmo motivada pelos benefícios da Caju. “Eu sempre disse que a pior coisa que fiz na vida foi trabalhar, né? Mas parece que o mercado de trabalho está mudando. Com tantos benefícios bacanas e flexibilidade, realmente dá vontade de ser CLT”, afirma Zeca Pagodinho na campanha.

Para ampliar o alcance, a comunicação faz paralelos com o mercado de trabalho atual. O Brasil registrou mais de 1 milhão de novas vagas formais entre janeiro e maio de 2025, segundo o Novo Caged, somando 48,2 milhões de vínculos ativos. O movimento reforça o espaço das empresas de benefícios, mercado que movimenta mais de R$ 150 bilhões por ano no país.

Fox diz que o objetivo da marca foi falar diretamente com quem atua em recursos humanos. “Os clientes de RH passam o dia sobrecarregados. Queríamos que eles entendessem a nossa proposta de valor de forma descontraída. Conseguimos fazer algo único, trazer sabor para um mercado que é essencialmente um mar sem sal”, afirma.

A campanha também apresenta o Hub de Benefícios, lançado recentemente para centralizar contratação e gestão de pacotes corporativos. A Caju afirma ter 55 mil clientes e mais de 1 milhão de usuários ativos em seus produtos, incluindo cartão de nove categorias, soluções de bem-estar, saúde e premiações.

Para a AKQA Casa, a campanha procura conectar discurso e resultado. “No cenário atual, no qual as pessoas buscam uma vida que caiba no emprego, e não o contrário, a criatividade alinhada a entendimento do mercado pode resolver desafios de negócio complexos”, afirma Felipe Petroni, Group Creative Director da agência.

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