Leandro Caldeira, CMO do Wellhub (Divulgação)
Repórter de Marketing
Publicado em 24 de setembro de 2026 às 11h38.
Última atualização em 24 de setembro de 2026 às 11h39.
A plataforma de bem-estar Wellhub lançou neste mês a Wellhub Running Hour, primeira corrida de rua da companhia com edições em São Paulo e no Rio de Janeiro. Com cerca de 10 mil vagas por cidade, a iniciativa associa exercício e socialização e servirá como teste para uma possível expansão do modelo para outras cidades e países.
O Wellhub lançou neste mês a Wellhub Running Hour, sua primeira corrida de rua própria, com provas marcadas para 1º de novembro, em São Paulo, e 15 de novembro, no Rio de Janeiro. O nome é uma associação direta com o happy hour, propondo uma transformação na forma tradicional de socialização após o expediente.
Por trás do evento esportivo está uma estratégia que combina dados de uso da plataforma, a ascensão da corrida e a transformação do wellness em um espaço de convivência. Segundo Leandro Caldeira, CMO do Wellhub, a ideia é transformar a Running Hour em uma espécie de porta de entrada para o ecossistema de serviços da companhia.
"A corrida é uma modalidade muito democrática, especialmente porque é fácil começar. Muitas pessoas entram no nosso ecossistema porque querem começar a correr e, na sequência, passam a frequentar uma academia, um pilates e até assessorias esportivas", diz Caldeira em entrevista à EXAME.
Esse comportamento interessa diretamente ao modelo de negócio do Wellhub, que reúne serviços relacionados a diferentes etapas da jornada de bem-estar, incluindo esportes, nutrição e terapia.
Com o evento, a marca também se aproxima de uma comunidade que cresce no Brasil. Em 2025, o número de corridas de rua oficiais no país saltou de 2.827 para 5.241, alta de 85%, segundo levantamento da Associação Brasileira de Organizadores de Corridas de Rua e Esportes Outdoor (ABRACEO), apresentado em parceria com a Confederação Brasileira de Atletismo.
Caldeira explica que associar a primeira corrida de rua da marca ao happy hour não é apenas uma jogada de marketing. Cada uso do Wellhub gera um check-in com informações de horário e local da atividade. De acordo com esses dados, a companhia percebeu que o período entre fim de tarde e início da noite é o momento de pico de uso dos clientes.
"Vimos os horários que as pessoas mais usam o Wellhub e pensamos: 'Se o pico de check-ins acontece após o expediente, o horário do happy hour agora é o horário da academia?'. Daí surgiu a ideia de realizar uma corrida de rua nesse período", afirma Caldeira.
O CMO explica que a companhia está sempre em busca de "ondas culturais que estão acontecendo". A ideia, segundo ele, é entender como a marca consegue se encaixar nessas ondas.
"Nem sempre precisamos criar algo de forma isolada. É sobre pegar algo que está acontecendo e ver como o Wellhub pode participar disso."
Criar a sua própria corrida de rua também permite ao Wellhub abrir espaço para parcerias com diferentes marcas. A empresa reconhece que a busca por saúde e longevidade não necessariamente significa abrir mão de experiências coletivas. Ao contrário, produtos e marcas ligados ao universo de bebidas, alimentação e entretenimento também começam a explorar essa combinação entre bem-estar e convivência.
Com isso, Caldeira afirma que a companhia ainda deve avaliar a presença de ativações de clientes e diferentes empresas nas duas corridas.
"Não queremos substituir o happy hour, porque dá para fazer os dois. Sabemos, inclusive, que o momento após a corrida pode se tornar uma socialização. O brasileiro não vai deixar de socializar, ele vai estar mais saudável, mas não vai deixar de socializar", afirma Caldeira.
A companhia também pretende transformar a própria experiência da corrida em uma extensão do produto. Os participantes poderão fazer check-in pelo aplicativo do Wellhub durante o evento e desbloquear uma medalha física e uma versão virtual, além de participar de uma dinâmica coletiva de check-ins.
Embora a experiência seja aberta ao público geral, o CMO destaca que a ação também foi desenhada para conversar com um dos públicos centrais do Wellhub: as empresas.
Companhias parceiras poderão organizar a participação de seus funcionários e, segundo o executivo, algumas empresas já demonstraram interesse em levar grupos para a prova. A própria dinâmica de convidar colegas pode reforçar um comportamento que o Wellhub vem tentando estimular dentro da plataforma: a recomendação entre funcionários.
O movimento desloca o benefício corporativo de uma relação individual entre funcionário e plataforma para uma experiência coletiva dentro da empresa. Segundo Caldeira, a corrida pode funcionar como mais um ponto de contato para esse efeito "de funcionário para funcionário".
A primeira Running Hour terá capacidade estimada de cerca de 10 mil participantes em cada cidade. A estreia acontece em São Paulo, no Parque Villa-Lobos. No Rio de Janeiro, a corrida acontece na região de Copacabana.
A ambição da empresa não termina nessas duas provas. O objetivo é usar a primeira edição como teste para entender a receptividade do público. Caso a experiência funcione, o próximo passo é ampliar o calendário para outras cidades, inclusive fora do país — hoje o Wellhub está presente em 18 países.
De acordo com Caldeira, o mercado brasileiro costuma ser utilizado pela companhia como "laboratório para iniciativas que depois podem chegar a outros países".
"Estamos muito confiantes sobre bater o limite de participantes nessa primeira edição. Depois, de acordo com a experiência dos usuários e clientes, iniciaremos os planos para uma próxima série de corridas", finaliza.
A Wellhub Running Hour é a primeira corrida de rua organizada pela plataforma de bem-estar Wellhub. Segundo Leandro Caldeira, CMO da companhia, o evento pretende funcionar como porta de entrada para serviços como musculação, pilates, yoga, nutrição, meditação, sono e terapia.
A primeira prova será realizada em 1º de novembro, no Parque Villa-Lobos, em São Paulo. A segunda acontecerá em 15 de novembro, na região de Copacabana, no Rio de Janeiro.
O nome associa a corrida ao happy hour após o expediente. De acordo com dados de check-in do Wellhub, o período entre o fim da tarde e o início da noite concentra o pico de uso da plataforma pelos clientes.
A capacidade estimada é de cerca de 10 mil participantes em cada cidade. A experiência será aberta ao público geral, e empresas parceiras também poderão organizar grupos de funcionários para as provas.
Os participantes poderão fazer check-in pelo aplicativo do Wellhub durante o evento. A ação permitirá desbloquear uma medalha física e uma versão virtual, além de participar de uma dinâmica coletiva de check-ins.
Sim. Segundo Leandro Caldeira, a companhia usará as provas de São Paulo e do Rio de Janeiro para avaliar a experiência de usuários e clientes antes de planejar novas edições em outras cidades e países.