Marketing

Jack Daniel's tenta mudar estigma de bebida de roqueiro

A marca é considerada um ícone global mas, no Brasil, seu consumo ainda é pouco relevante: só 11% do mercado de uísque premium


	Jack Daniel's: "“O brasileiro conhecia e admirava a marca, mas não se identificava com ela”", diz o diretor de marketing da Brown-Forman, Gustavo Zerbini
 (Divulgação)

Jack Daniel's: "“O brasileiro conhecia e admirava a marca, mas não se identificava com ela”", diz o diretor de marketing da Brown-Forman, Gustavo Zerbini (Divulgação)

DR

Da Redação

Publicado em 5 de agosto de 2013 às 12h13.

São Paulo - O uísque Jack Daniel’'s quer sair da camiseta da banda de rock para o copo dos brasileiros. A marca é considerada um ícone global mas, no Brasil, seu consumo ainda é pouco relevante: só 11% do mercado de uísque premium, atrás de outras quatro marcas.

O País é o oitavo mercado para a Brown-Forman, dona do Jack Daniel’s. Seu maior concorrente, o Johnnie Walker, da britânica Diageo, tem no Brasil o seu maior mercado.

"“O brasileiro conhecia e admirava a marca, mas não se identificava com ela”", diz o diretor de marketing da Brown-Forman, Gustavo Zerbini. Para ele, a marca estava associada a um consumidor mais velho, roqueiro e fã de motos Harley-Davidson. “"Quem não tem esse perfil nem experimentava".”

O plano para virar o jogo começou a ser definido no fim de 2010, quando a Brown-Forman abriu uma operação própria no Brasil. Antes, a marca era vendida por distribuidoras.

A chave é um novo posicionamento de marca, mais “democrático”. De olho no público jovem, a empresa apostou em comunicação via redes sociais e lançou um festival de rock no fim do ano passado, o Jack’n’Roll. "“Mas trazemos bandas de indie rock e não rock pesado, justamente para tornar a marca mais democrática"”, diz Zerbini.


Outro fator que inibe o consumidor a provar um uísque Jack Daniel’s é o sabor. "“É um bourbon. A percepção do cliente é de que deve ser consumido cowboy (puro e sem gelo), o que não é um hábito no Brasil”", diz o consultor Adalberto Viviani, especializado no setor de bebidas. “

O Jack Daniel'’s é uma marca icônica, mas tem dificuldade de chegar à experimentação.” Para atingir o consumidor que não bebe destilado puro, a empresa começou a promover drinks com uísque em bares e baladas.

Categoria

O Jack Daniel’'s não é a único que tenta renovar sua imagem. O Diageo, líder em uísque premium, tenta tirar o estigma de “bebida de executivo” e lançar ocasiões de consumo. Para isso, está adaptando o produto aos costumes locais.

“"A mistura de uísque com água de coco só existe no Brasil e fez de Recife a cidade com maior consumo per capita no mundo e levou a bebida para a praia”", diz Alvaro Garcia, diretor de marketing para uísque da Diageo. Outra iniciativa foi promover o “shot” de uísque, para beber entre uma cerveja e outra, como se faz com a cachaça envelhecida, um hábito que ganhou os bares em Belo Horizonte.

Acompanhe tudo sobre:Marcasbebidas-alcoolicasestrategias-de-marketingJack Daniel's

Mais de Marketing

CMO do Magalu explica como WhatsApp da Lu se tornou um case premiado em Cannes

Em Cannes, tênis da Adidas para atletas com Síndrome de Down reforça real papel da criatividade

De vilã a parceira criativa em Cannes: o desafio agora é fazer a conta da IA fechar

No Cannes Lions 2026, pulseiras viram símbolo de status, networking e acesso exclusivo