Consumo via apps: pesquisa do iFood mostra mudanças no comportamento dos brasileiros nos últimos 15 anos (Jasmin Merdan/Getty Images)
Repórter de Marketing
Publicado em 17 de julho de 2026 às 14h40.
Menos fidelidade às marcas e mais disposição para a experimentação de novos produtos. Essas são as principais mudanças no perfil do consumidor brasileiro nos últimos 15 anos, segundo uma pesquisa inédita realizada pelo iFood Ads.
Compartilhada com exclusividade com a EXAME, a pesquisa "Pulso do Brasil" é uma das iniciativas da companhia em comemoração aos 15 anos de iFood no país. Desenvolvido em parceria com a Opinion Box, o levantamento ouviu 1.671 pessoas, entre usuários e não usuários do iFood, e usou informações internas da plataforma para identificar as principais transformações no comportamento dos consumidores ao longo do período.
De acordo com a pesquisa, oito em cada dez brasileiros aceitam testar marcas desconhecidas quando encontram uma boa oferta, enquanto 68% afirmam comprar itens que não planejavam adquirir ao serem impactados por uma promoção ou recomendação.Ainda segundo o levantamento, 83% dos entrevistados dizem estar propensos a experimentar novas marcas diante de uma boa oferta, enquanto 68% afirmam trocar de marca quando encontram uma opção considerada melhor ou mais barata.
"O brasileiro realmente ama boas ofertas, e isso mostra como as pessoas estão muito mais propensas a testar novas opções no dia a dia. Em uma pesquisa interna feita no ano passado, descobrimos que 88% dos carrinhos finalizados na plataforma continham pelo menos um produto inédito para aquele usuário", conta Ana Paula Duarte, diretora sênior do iFood Ads.
Outros resultado relevante da pesquisa diz respeito à forma como os consumidores iniciam suas compras. Dados internos do iFood mostram que, nos últimos 12 meses, 73% das buscas realizadas na plataforma utilizaram termos genéricos, como "cerveja", "refrigerante" ou "shampoo", em vez do nome de uma marca específica.
Isso significa que boa parte dos consumidores chega ao ambiente digital sem uma decisão previamente tomada, deixando que fatores como promoções, posicionamento dos produtos e recomendações da plataforma influenciem sua escolha final.
Se, no início da operação, os aplicativos estavam concentrados na entrega de refeições, hoje a demanda se espalha por supermercados, farmácias, pet shops e lojas de conveniência. Segundo dados do iFood, o índice de usuários que compram em mais de uma categoria cresceu 302% entre 2021 e 2025.
Em farmácia, por exemplo, metade dos pedidos já é feita na modalidade de entrega expressa, com tempo médio de até 19 minutos. Entre 1h e 2h da manhã, 63% das compras são classificadas pela empresa como emergenciais, concentrando medicamentos e produtos infantis.
Já as compras em supermercados cresceram mais de 34% no último ano, impulsionadas principalmente por bebidas e doces, enquanto os pedidos na categoria pet avançaram 43,5%.
"É curioso notar que o aplicativo se tornou um recurso para resolver pequenos perrengues ou urgências do cotidiano. Do ponto de vista de negócios, isso nos levou a expandir o nosso marketplace com verticais que vão desde produtos para abastecer a despensa até itens para pets", observa a executiva.
O levantamento também identificou diferenças no comportamento entre as faixas etárias. Entre os consumidores da Geração Z (18 a 29 anos), o app aparece como um ambiente de descoberta. Jovens demonstram maior sensibilidade a promoções, exploram diferentes categorias e concentram pedidos durante a madrugada.
Já os millennials (30 a 42 anos) são os usuários mais frequentes. O consumo está associado à rotina, principalmente durante almoços de trabalho e finais de semana, além de apresentarem maior uso das diferentes categorias disponíveis na plataforma.
Na Geração X (43 a 59 anos), predominam compras ligadas à praticidade e reposição de produtos, especialmente em supermercados e farmácias.
Pensando nos próximos 15 anos, Ana Paula Duarte conta que iFood aposta no crescimento da hiperpersonalização da conveniência por meio de dados e inteligência artificial.
"Com o avanço do uso da IA e do aprendizado das necessidades diárias das pessoas, a publicidade digital do iFood Ads funcionará cada vez mais como um facilitador, ajudando a simplificar as decisões de reposição de itens de rotina e aproximando o consumidor de marcas que realmente façam sentido para o seu estilo de vida. O futuro do varejo digital está em oferecer soluções que economizem tempo e facilitem de forma natural o cotidiano das pessoas", conclui.