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Anunciantes apostam em webséries para alavancar marcas

Resultados positivos demonstram que consumidor valoriza conteúdo e entretenimento de marcas

AmBev: vídeos, blog e jogo no Google Maps para destacar patrocínio ao Pânico (Divulgação)

AmBev: vídeos, blog e jogo no Google Maps para destacar patrocínio ao Pânico (Divulgação)

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Da Redação

Publicado em 26 de janeiro de 2011 às 13h46.

São Paulo - Esclarecer, entreter e informar. As intenções são distintas, mas o objetivo o mesmo: gerar conteúdo para o cliente por meio de websérie. “A forma de o consumidor encarar a propaganda muda a cada dia e muito rápido. E a websérie é um jeito diferente de impactá-lo, porque gera um engajamento muito mais importante que um conteúdo normal”, afirma Luis Renato Constantino, diretor de criação do Havas Digital. A agência foi a responsável pela criação dos vídeos da Pirelli que esclarecem dúvidas do consumidor sobre pneus. A cada duas semanas um novo vídeo da série fica disponível para os internautas.

Também foi por meio da websérie que Ariel resolveu lançar seu sabão líquido. A estratégia foi usar a atriz Fernanda Torres para protagonizar a minissérie de seis capítulos “Lavando Roupa Suja com Fernanda Torres”. Com roteiros de Alexandre Machado e Fernanda Young e dirigidos por José Alvarenga Júnior, profissionais que já haviam trabalhado juntos em “Os Normais”, os vídeos têm duração de três minutos cada. “Na web as pessoas fogem rápido e a websérie é uma forma de atraí-las”, fala Eco Moliterno, diretor de criação da Africa. Os vídeos estão disponíveis no brand channel do YouTube e, no Facebook, há uma fan page com aplicativos. Após 34 mil fãs, a Ariel resolveu investir em mais três episódios que vão ao ar até o Carnaval.

A mesma estratégia foi adotada pelo Hoteis.com. O objetivo do site de venda de diárias de hotel era mostrar como viajar por conta pode ser mais divertido que por pacote. Para isso, a Energy sugeriu criar a série “Desempacotando”, que pode ser assistida pelo brand channel no YouTube. Os episódios têm duração entre três e cinco minutos cada e mostram a saga de Ricardo Freire pelo Rio de Janeiro e Nova York, dois dos destinos da primeira e segunda temporada, respectivamente. “Qualquer marca pode fazer conteúdo. O que está acontecendo é que temos um ambiente para isso”, comenta Vitor Knijnik, vice-presidente de criação da Energy. O resultado positivo da ação vai gerar a terceira temporada de “Desempacotando” e o destino será Buenos Aires ou alguma cidade europeia.

Para atingir diretamente o público jovem, maior consumidor de internet e mídias sociais, a Vivo realizou recentemente duas ações de vídeos na internet. A primeira, feita pela Wunderman, foi para divulgar a internet para celulares pré-pagos da operadora, o Vivo On. Para isso, os VJs da MTV Didi Effe e Marimoon protagonizaram seis episódios nos quais tinham que cumprir atividades utilizando seu Vivo On. O último episódio foi gravado durante o Campus Party, em São Paulo. “As chances de se conectar com o consumidor são maiores quando se oferece algo legal. E essa estratégia ainda deixa um legado na internet, que não sai de lá nunca!”, comenta Paulo Sanna, vice-presidente de criação da Wunderman. A outra ação da operadora, realizada pela New Content, foi o Vivo On Webshow, um programa apresentado por Marcos Mion no qual ele entrevistava celebridades brasileiras nas redes sociais. Foram quatro episódios com 150 mil acessos.

A websérie também pode ser um recurso para divulgar um evento, como fez a DM9DDB e Mondo Entretenimento com o show do Black Eyed Peas no Brasil em 2010. O “BEP Roadie” foi um reality show realizado nas redes sociais que premiou uma jovem para ser roadie (fã que viaja com a banda) do Black Eyed Peas. A ação deu tão certo que, segundo Bruno Tozzini, head de social media, e Philippe Bertrand, diretor de conteúdo da DM9DDB, o Itaú e o Guaraná Antarctica patrocinaram a websérie. “A ação gerou dois milhões de impactos apenas no Twitter. É muita coisa! E também tivemos spots e vinhetas em rádio e TV”, diz Tozzini.

Conteúdo também chega à TV

Não é só nas telas do computador que as webséries podem ser vistas. Em época de convergência de mídias, as telas se misturam e o conteúdo virtual vai parar na TV e vice-versa.

A Skol, que patrocina “Pânico!”, da RedeTV!, resolveu investir em um dos apresentadores, o Daniel, para que ele e mais quatro amigos viajassem por um mês pelo Brasil acompanhados de um cooler cheio de cerveja. O objetivo era que os participantes relaxassem e tentassem resolver o drama de Daniel, que não sabia se pedia demissão do programa ou não.

Com criação da F/Nazca Saatchi&Saatchi, a experiência foi registrada em vídeos postados num blog. Com o tempo, o cooler de Skol tornou-se o quinto integrante da turma e foi batizado de Skooler, este que acabou sendo extraviado propositalmente em Fortaleza. Isso fazia parte da segunda fase da ação, que consistia em achar o Skooler por meio de um jogo no Google Maps.

“Os três melhores vídeos foram exibidos no Pânico! e o público escolhia o vencedor. A votação foi ao vivo, via Facebook. E agora o vencedor vai viajar com mais três amigos para o Cabo Canaveral para fazer uma viagem de gravidade zero”, explica Christiano Bock, diretor da conta de Skol da F/Nazca.

A Nestlé também integrou websérie com outras mídias para divulgar seu programa institucional de sustentabilidade. Criado pela WMcCann, o “Galera Animal” foi uma série exibida simultaneamente no hotsite da campanha e nos intervalos comerciais da novela das 21h da Rede Globo no segundo semestre do ano passado. O hotsite da ação, que foi criado pela AgênciaClick Isobar, era em 3D e lá o internauta podia interagir por meio de avatares e brincadeiras. A segunda fase foi a venda da pelúcia dos personagens em PDVs. “Os resultados foram excelentes! A Nestlé ganhou ainda mais destaque nas pesquisas de qualidade corporativa”, comenta João Jote, diretor de atendimento da Nestlé na WMcCann.

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