A Vale (VALE3) voltou a ser a maior produtora de minério de ferro. Segundo dados operacionais divulgados na terça-feira, 27, a mineradora brasileira produziu de 336 milhões de toneladas em 2025, superando a unidade Pilbara da Rio Tinto, que totalizou 327,3 milhões de toneladas.
Isso fez com que a Vale retomasse a liderança operacional principal — posição que havia perdido após o desastre de Brumadinho, em 2019.
O resultado da Vale foi puxado pela mina S11D, no Pará, que atingiu um recorde de 86 milhões de toneladas, o que representa 26% da produção total. Outros ativos estratégicos, como Capanema e VGR1, também contribuíram para o crescimento anual de 2,6%.
A Rio Tinto, por sua vez, estabilizou sua operação em Pilbara, com variação de -0,2%. A estratégia da companhia foi priorizar qualidade sobre volume: as vendas do produto premium "Pilbara Blend" cresceram 34% no quarto trimestre do ano passado, enquanto os produtos de menor teor caíram 50%.
No quarto trimestre, a Vale produziu 90,4 milhões de toneladas, alta de 6% frente em comparação com o mesmo período de 2024 e acima da meta de 89,3 milhões de toneladas. A Rio Tinto produziu 89,7 milhões de toneladas, mas embarcou 91,3 milhões de toneladas, liberando estoques para atingir seu guidance anual.
A Vale adotou movimento oposto e reteve parte da produção e encerrou o ano com 5,6 milhões de toneladas a mais em estoques.
Em 2018, a Vale produziu 384,6 milhões de toneladas de minério de ferro, contra 338,2 milhões de toneladas da Rio Tinto. Após o rompimento da barragem em Brumadinho, perdeu a liderança. A marca de 2025 é 48,5 milhões de toneladas abaixo do pico histórico, mas simboliza a reconquista da liderança na principal frente global do minério de ferro.
A Vale projeta de 336 a 345 milhões de toneladas em 2026 e 360 milhões de toneladas até 2030. O CEO Gustavo Pimenta afirmou recentemente que a companhia pretende “alcançar uma posição que nunca deveria ter perdido”.