Ibovespa nesta sexta: depois de abrir as negociações rondando a estabilidade, o índice passou a cair e voltou ao patamar dos 164 mil pontos (Cris Faga/NurPhoto/Getty Images)
Repórter
Publicado em 16 de janeiro de 2026 às 12h22.
Última atualização em 16 de janeiro de 2026 às 12h29.
Depois de iniciar o pregão desta sexta-feira, 16, rondando a estabilidade, o Ibovespa firmou em queda e voltou ao patamar dos 164 mil pontos. Às 12h12, o principal índice da B3 recuava 0,41%, aos 164.896 pontos, interrompendo a sequência de recordes duplos registrados nas sessões de quarta e quinta-feira.
O desempenho negativo reflete a pressão de papéis de peso na carteira do índice. As ações da Vale (VALE3), que têm participação de pouco mais de 11% no Ibovespa, caíam 0,55% no mesmo horário. O movimento acompanha a queda do setor de materiais básicos como um todo, com destaque para a Braskem (BRKM5), que recuava mais de 5%.
Outro fator de pressão vem do setor financeiro. As ações preferenciais do Itaú Unibanco (ITUB4), com cerca de 8,3% de participação no índice, caíam 0,70%. Entre os grandes bancos, a maior perda era registrada pelas units do BTG Pactual (BPAC11), que recuavam 1,11%.
Os papéis ligados à economia doméstica também operavam no campo negativo, especialmente no varejo, em meio à alta dos juros futuros. O movimento ocorre após a divulgação do IBC-Br, considerado a prévia do Produto Interno Bruto (PIB), que avançou 0,7% em novembro, acima da mediana das estimativas do mercado, de 0,4%.
Na avaliação de Natalie Victal, economista-chefe da SulAmérica Investimentos, o resultado do IBC-Br corrobora a visão de cortes na taxa básica de juros, a Selic, apenas a partir de março.
"Corte já em janeiro nos parece precipitado dada a incerteza do comportamento da atividade econômica que apresentou bom desempenho em novembro e a resiliência do mercado de trabalho", afirmou a economista.
Entre as maiores quedas, porém, estão as ações da Direcional (DIRR3), com recuo de 5,33%. O movimento reflete a leitura do mercado de que as prévias operacionais do quarto trimestre de 2025 vieram mais fracas e aquém do esperado.
No mesmo horário, as ações da Cyrela (CYRE3) também figuravam entre as maiores baixas, com recuo de 2,12%, apesar resultados lidos como fracos também.
"Os dados foram interpretados pelo mercado como um pouco priores do que o esperado", afirmou Gustavo Cruz, estrategista-chefe da RB Investimentos. A leitura negativa está baseada especialmente pela queda do VGV de lançamentos e do recuo das vendas contratadas na base anual.